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Campo Grande, Domingo, 24 de Março de 2019

16/01/2019 07:36

PM acusado de liderar “máfia” é transferido para presídio de Mossoró

Preso em 25 de junho pela Polícia Federal, ele estava na penitenciária federal de Campo Grande

Aline dos Santos
Justiça Federal autorizou transferência de preso para o Rio Grande do Norte. (Foto: Henrique Kawaminami)Justiça Federal autorizou transferência de preso para o Rio Grande do Norte. (Foto: Henrique Kawaminami)

Acusado de liderar “máfia” de tráfico de drogas e preso na operação Laços de Família, o policial militar Silvio César Molina de Azevedo foi transferido do presídio federal de Campo Grande para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A transferência foi em 27 de dezembro, com a informação anexada ao processo em 14 de janeiro.

A operação Laços de Família foi deflagrada em 25 de junho pela PF (Polícia Federal). De acordo com as investigações, o subtenente Molina liderava um grupo que atuava com características de máfia em Mundo Novo, a 476 km de Campo Grande, e tinha relações comerciais com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Foram identificados vários núcleos, como o familiar, que era liderado pelo policial; o operacional e apoio logístico, integrados por gerentes; e os “correrias”, definição para quem presta toda a sorte de serviços (motorista, segurança pessoal de membros do grupo).

Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu R$ 317.498,16, joias avaliadas em R$ 81.334,25, duas pistolas, 27 toneladas de maconha, duas caminhonetes e 11 veículos de transporte de carga.

Silvio Molina foi preso em junho do ano passado, durante operação da PF. (Foto: Reprodução/Facebook)Silvio Molina foi preso em junho do ano passado, durante operação da PF. (Foto: Reprodução/Facebook)

Os mandados de busca e apreensão ajudam a dimensionar o tamanho do patrimônio do grupo: 136 ordens de sequestros de veículos, sete mandados para apreender aeronaves (helicópteros).

Além de cinco mandados de sequestro de embarcações de luxo e 25 mandados de sequestro de imóveis (apartamentos, casas, sítios, imóveis comerciais).

As ordens judiciais foram cumpridas em MS, Paraná, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Norte.

Primeiro, o policial militar ficou preso em Naviraí, mas foi transferido emergencialmente para a penitenciária federal de Campo Grande pelo risco de fuga e alta periculosidade.

A Justiça Federal aceitou em agosto denúncia contra 22 suspeitos de integrarem o grupo. O MPF (Ministério Público Federal) denunciou tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais e posse ilegal de arma de fogo.



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