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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/02/2015 15:44

Polêmica: UFMS amplia tempo de aula, sobrecarrega e revolta veteranos

Ricardo Campos Jr.
Estudantes se concentram em bar perto da UFMS para confraternização em dia de trote (Foto: Marcelo Calazans)Estudantes se concentram em bar perto da UFMS para confraternização em dia de trote (Foto: Marcelo Calazans)
Estudantes com a cara pintada circularam pelo campus no primeiro dia de aula (Foto: Marcelo Calazans)Estudantes com a cara pintada circularam pelo campus no primeiro dia de aula (Foto: Marcelo Calazans)

Calouros tiveram uma gentil e atenciosa recepção nesta segunda-feira (23) com direito a ações educativas na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Enquanto eles caminhavam pelos corredores ostentando sorrisos e rostos pintados pelos colegas mais velhos, veteranos estavam sem motivos para comemoração. Ao fazer a matrícula para o semestre, vários alunos descobriram que estavam devendo horas e precisaram buscar matérias em outras graduações para fechar o currículo.

Foi o que aconteceu com uma acadêmica de 35 anos, que foi ouvida pelo Campo Grande News e pediu para não ter o nome nem o curso revelados. Ela foi informada que tinha um déficit de 305 horas que deveriam ser supridos por disciplinas fora àquelas oferecidas na grade curricular.

Na explicação repassada pela coordenação para a universitária, o tempo de aula teve duração ampliada de 50 para 60 minutos. Além disso, algumas disciplinas que até então eram obrigatórias foram transformadas em opcionais. As mudanças, ao invés de valer apenas para alunos novos, foram estendidas a veteranos. Ficaram livres apenas aqueles que já haviam feito todas as matérias e tinham pela frente apenas o estágio.

“O que nós achamos estranho é que tem uma variação muito grande de horas entre um aluno e outro da mesma turma, ou seja, que cursaram as mesmas matérias. Tem colegas minhas que estão devendo 390 horas. Cada um ficou devendo uma quantidade diferente”, afirma.

Conforme a acadêmica, a notícia foi comunicada por e-mail e mais explicações foram passadas em uma reunião com a coordenação. “Uma acadêmica foi com o advogado e ele disse que se entrássemos na Justiça questionando essa carga horária extra, alegando que era indevido, não ganharíamos. Então cada um foi se virando do jeito que pode”, relata.

A orientação passada pelo profissional consultada, segundo ela, foi que a instituição é obrigada a fornecer matérias para suprir essa carga horária devida. Se ao final do ano o aluno estiver com todas as matérias regulares feitas e faltar apenas o estágio e por falta de opções não conseguir fechar esse déficit, aí sim haveria motivo para ação.

“Começamos o ano com essa ‘bela surpresa’. Quando nos reencontramos após as férias, estavam todos muito chateados e chegamos à conclusão que não tinha o que fazer”, diz.

Novatos – Para os calouros a situação no primeiro dia de aula aparentava estar mais divertida. O estudante de letras Alberto Eikiti, 19 anos, vestiu a roupa mais velha que tinha sabendo que seria marcado a tinta. “A recepção foi bem mais calorosa que eu imaginava. Os veteranos se importaram mais com a gente do que eu imaginava”, conta.

Durante o tour pelo campus, por conta do sol, os mais velhos fizeram questão de distribuir protetor solar e água para os calouros. Para outros, a festa terminou em bares localizados nas imediações da instituição, que ficaram lotados, chegando a ocupar até mesmo a rua.

Equipe do projeto Saúde e Prevenção das Escolas, formada por acadêmicos de vários cursos da instituição que levam às escolas um trabalho voltado à prevenção de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), montaram um “túnel dos sentidos” com o objetivo de conscientizar e incentivar calouros dos cursos de saúde a participar futuramente das ações.

Foi montado um biombo com tecido TNT preto em que a pessoa passa por vários cubículos. No primeiro, são mostradas várias fotos de pessoas e uma delas tem que ser escolhida pela beleza. Atrás da imagem há a descrição do indivíduo, cada um com uma doença diferente. O objetivo, segundo Léia Conche, psicóloga responsável pela atividade, é mostrar que “quem vê cara, não vê doença”, explica.

Em seguida, é feito um teste em que a pessoa é vendada e tem um dos braços revestidos com uma camisinha, dessas oferecidas de graça na rede de saúde. O primeiro objetivo é mostrar a resistência e, em seguida, objetos quentes, frios e com várias texturas são encostados no participante para mostrar que não há perda da sensibilidade com o preservativo. “Queremos desmistificar a crença de que preservativo é como chupar bala com papel”, diz.

Na última etapa, o participante é desafiado a colocar uma camisinha em um pênis de borracha. “Todos falam que sabem, mas erram em vários pontos”, explica Nathália Escobar, 24 anos, responsável por aplicar o “teste”. Por fim, na saída, são distribuídos panfletos com informações sobre prevenção das DSTs.

Essa ação é levada para escolas. Ainda na base do improviso, ganhará em breve uma estrutura mais “profissional”, que será desmontável e poderá atender o projeto com mais eficiência. “A meta é trabalhar a questão sem palestras e com métodos ativos para promover reflexões e mudanças de comportamento”, explica Léia.

Outro lado - A UFMS informou que só amanhã a instituição vai se manifestar sobre a reclamação dos alunos veteranos e da mudança no tempo de aula.

Corredores ficaram movimentados nesta segunda-feira (Foto: Marcelo Calazans)Corredores ficaram movimentados nesta segunda-feira (Foto: Marcelo Calazans)
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O PT descobriu que 90% dos universitários não votam neles, o fizeram, prejudicaram os universitários aumentando a carga horaria miníma exigida das aulas.
Acordem enquanto houvem tempo, se não estaremos igual a Venezuela.
 
wild em 24/02/2015 08:13:21
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