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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

29/07/2011 11:49

Polícia Federal apreende armas com Tonho da Onça e Beatriz Rondon

Fabiano Arruda

PF pediu prisão dos acusados, mas Justiça negou

Beatriz Rondon é fazendeira na região do Pantanal.Beatriz Rondon é fazendeira na região do Pantanal.

A Polícia Federal apreendeu armas com dois dos principais envolvidos em denúncia de caça ilegal de animais silvestres, especialmente, a onça-pintada.

Uma das armas foi encontrada em fazenda da pecuarista Beatriz Rondon, no município de Aquidauana. Ela foi encaminhada à superintendência da PF em Campo Grande.

Outra arma foi achada em Rondonópolis (MT) com o Tonho da Onça, principal protagonista da Operação Jaguar I.

“A Polícia Federal pediu a prisão de envolvidos, mas a Justiça entendeu que não há justificativa para as prisões. Pela nova legislação boa parte dos pedidos de prisão cabe fiança”, explica o delegado.

Segundo informações do delegado da Federal em Corumbá, Alexandre do Nascimento, as ações de hoje têm por objetivo arrecadar novas provas e apreensão de materiais, na fase complementar da Operação Jaguar 2, referente

Nesta sexta, os federais cumprem seis mandados de busca e apreensão: dois em Corumbá, um em Campo Grande, dois em Aquidauana e um em Rondonópolis (MT).

Participam das ações de hoje pelo menos 25 policiais federais, dois policiais militares ambientais e quatro servidores do Ibama. Segundo informações da Federal, os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Campo Grande.

O caso - A Jaguar 2, cuja as investigações já duram mais de um ano, foi desencadeada em 5 de maio para desarticular quadrilha que promovia safáris.

Na ocasião, foram apreendidos dois crânios de onça, três metros e meio de couro de sucuri e 12 galhadas de cervo, além de armas. Até uma mala confeccionada com couro de onça foi encontrada.

A operação é desdobramento da Jaguar I, desencadeada no ano passado. As investigações começaram a partir de um vídeo, enviado por um americano à Polícia Federal, que mostra um safári turístico na fazenda Santa Sofia, em Aquidauana, a 150 quilômetros de Campo Grande.

O vídeo era utilizado como uma espécie de propaganda da caçada ilegal, que custava de 30 a 40 mil dólares por safári, com direito a passagem, alimentação, translado, hospedagem. O prêmio era o que o caçador conseguisse abater.

As imagens que circularam em todo País são chocantes. Mostram um dos caçadores atirando contra uma onça que estava no alto de uma árvore. Após o disparo, o animal despenca e, ao solo, é cercado por cães. Num dos trechos, Beatriz Rondon afirma que se tratava de uma fêmea muito bonita, mas que estava matando os gados de sua fazenda.



Eu gostaria de saber quantos ha tem a fazenda dessa senhora. Será que ela comprou toda essa terra, ou vem de herança do grandioso Marechal Rondon. E, por último, ela precisa fazer safari de caça para compensar algumas cabeças de gado que porventura a onça tenha matado?
Se fosse aqui no RS, ela estaria presa, sem fiança por ter matado uma Paca ou um Tatú.
 
Osair Fernandes Cirino em 11/08/2013 13:29:22
espero que a justiça seja feita para que mais provas do que as armas e os cranios das onças encontradas e isso ai os policias estao de parabens nessa operaçao jaguar nao ta dando sossego pra essa senhora e sua mafia
 
katcilene flores em 29/07/2011 02:31:06
Gostaria de sugerir que se os fazendeiros do Pantanal se unissem não para matar as onças e sim firmassem um acordo para que cada fazendeiro doassem uma vaca para alimentá-las não precisariam exterminá-las e assim contribuiriam para a não extinção, e que poderiam atrair mais e mais turistas para a região do Pantanal ou que o governo desse incentivo para quem colaborasse com a preservação.
 
Marta Guimarães em 29/07/2011 01:22:28
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