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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

22/04/2009 16:57

Polícia investiga quem vendeu anabolizante a jovem morto

Redação

Advogados da família de Dario Dibo Nasser Lani, de 23 anos, protocolaram na tarde de hoje representação no 1º Distrito Policial de Campo Grande para que seja investigada a morte do rapaz, no dia 13 de abril.

Frascos de anabolizantes e de comprimidos de Clembuterol, usado para acelerar o metabolismo e emagrecer, foram entregues como provas do uso de medicação proibida. A família quer chegar aos responsáveis pela venda dos produtos, por acreditar que o uso levou Dario à morte.

A medicação foi descoberta no quarto do jovem, dias depois do sepultamento. Médicos já haviam avisado a família que o rapaz usava anabolizantes, mas nenhum problema evidente de saúde foi percebido antes da parada cardíaca que foi fatal para o estudante.

Segundo o advogado Ricardo Trad, os pais acreditam que ao inserir o Clembuterol ao coquetel de anabolizantes já usado por ele, o jovem teve as complicações. Ele passou mal durante o almoço, logo após tomar o medicamento.

Depois de ser levado por um amigo ao Hospital Miguel Couto, Dario teve de ser transferido ao Proncor, mas morreu durante o caminho.

No frasco dos comprimidos achado no quarto dele, existe a logomarca da farmácia de manipulação Naturale. Na empresa, a informação repassada foi de que o princípio ativo "está em falta há quase um ano" no mercado.

"O medicamento não pode ser usado de forma alguma por seres humanos. Se foi comprado, foi no mercado negro", alerta o presidente do Conselho Regional de Farmácia, Ronaldo Abrão.

O nome do farmacêutico que assinou a manipulação não foi divulgado pelo advogado. "Não queremos acusar ninguém, mas a causa da morte tem de ser elucidada", ressalta Trad.

O personal trainer de Dario também deve ser chamado para prestar esclarecimentos à Polícia, avalia o advogado. O rapaz freqüentava academia da rua Pedro Celestino, onde também pode ter conseguido o coquetel.

Assistente de Ricardo Trad, o advogado José Belga Assis Trad conta que a representação traduz o desejo da família de que o caso não se repita. "A intenção da mãe do rapaz, segundo o advogado, é evitar que outras mães passem pelo mesmo que ela."

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