A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

06/05/2013 15:17

Prefeitos querem parar estudos antropológicos de terras demarcadas

Mariana Lopes
(Foto: Vanderlei Aparecido)(Foto: Vanderlei Aparecido)

Em reunião na manhã de hoje, realizada na Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, na qual foi discutida a situação atual dos municípios que respondem ao CAC (Compromisso de Ajustamento de Conduta), prefeitos e deputados elaboraram uma proposta de paralisação dos estudos antropológicos de terras demarcadas para encaminhar ao Senado.

De acordo com o prefeito de Iguatemi, José Roberto Felipe Arcoverde (PSDB), a proposta é de definir os processos demarcatórios que ainda não foram feitos antes de prosseguir com os estudos de outras áreas. Ainda conforme o prefeito, de seis bacias que estão sendo analisadas, somente uma foi publicada no Diário Oficial.

“Não queremos que nossos municípios sejam palco de massacre, e se prosseguirem com esses estudos antes de definir as demarcações já feitas, isso irá gerar ainda mais insegurança no Estado”, pontua José Arcoverde.

Iguatemi Peguá I, II e III ocupa o território de uma das seis bacias que estão em estudo antropológico.

Outra problemática apontada pelo prefeito é o desenvolvimento dos municípios com áreas demarcadas. “Já estamos perdendo investimento, se o governador trouxer indústrias para o Estado, com certeza não se instalará em nenhum município demarcado, isso impede o crescimento, vamos nos tornar um corredor da miséria, ou seja, isso gera um impacto social que a gente nem consegue mensurar”, acredita José Arcoverde.

Prefeito de Iguatemi, José Roberto Felipe Arcoverde (Foto: vanderlei Aparecido)Prefeito de Iguatemi, José Roberto Felipe Arcoverde (Foto: vanderlei Aparecido)

Para o prefeito de Iguatemi, o clima de insegurança gerado nos 26 municípios do Conesul foi criado pela Funai (Fundação Nacional do Índio), Cimi (Conselho Indigenista Missionário), MPF (Ministério Público Federal) e pelos antropológicos, que fomentam a guerra entre produtores rurais e indígenas.

“O índio hoje não quer somente a terra para ter a cultura de volta, pois ele quer ter qualidade de vida, inclusão social, então não adianta dar a terra se não der infraestrutura”, comenta José Paulo.

Em Iguatemi, cidade distante 466 quilômetros de Campo Grande, 2 hectares de terra do município estão invadidos por aproximadamente 60 indígenas, área que possuí 40 mil cabeças de gado.

Para o prefeito de Tacurú, Paulo Pedra, o maior problema são os índios paraguaios, que migram para o Brasil em busca de melhores condições de vida. “Com isso, diminui o espaço de terras e aumenta a demanda indígena a ser atendida”, explica.

Porém, no município, a 332 quilômetros de distancia de Campo Grande, a situação é mais pacífica, apesar de a cidade estar com chances de ter 50% do território urbano tomado pelos índios. “Mas isso ainda não gera insegurança, sabemos que é um problema da União, todos os produtores rurais são titulados, se forem retirados de suas áreas, terão que ser indenizados”, aponta Pedra.

Indenizações por morte no trânsito crescem 24% em relação a 2016
O número de indenizações pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro Dpvat) entre janeiro e novemb...
ANS regulamenta novas regras de compartilhamento para planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou duas resoluções normativas na tentativa de dar mais segurança e estabilidade ao mercado de pla...
UFMS recebe inscrições para vários cursos no Vestibular 2018
A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) segue com inscrições abertas para o Vestibular 2018, que selecionará alunos para cursos de gradua...


Como pode dois Prefeitos que falam em desenvolvimento e não reconhece o sofrimento que aparece todos os dias em seus municípios, a mídia dificilmente consegue transmitir a densidade da tragédia a que são acomedidos. muitos casos nesses municípios poderiam ser citados. O genocídio que vem sendo perpetrado contra os índios Guarani Kaiowa nesses municípios são de respomsabilidades de Prefeitos como estes citados na reportagem.
 
joatan loureiro da silva em 07/05/2013 08:43:27
Mas, de quem eram essas terras no passado? em pleno século X...
 
Célia Campos em 07/05/2013 08:28:06
É importante o discernimento e aprofundamento do debate, e me parece que estamos caminhando para isso. Creio que impedir os estudos antropológicos não seja a medida mais adequada, também não vejo a FUNAI ou demais órgãos citados, como responsáveis pelo clima de insegurança e tensão entre índios e fazendeiros, a violência contra os indígenas é um dado histórico da geografia social do MS e do Brasil. Ao que parece, a pressão deve ser reverberada ao Estado brasileiro, é responsabilidade dele gerar o direito e as condições de realização sem provocar guerra, promovendo uma redistribuição de renda e de condição de existência as comunidades indígenas do MS, que estão a margem da extrema pobreza e vulnerabilidade social, um estado forte é um estado sem pobreza e com prosperidades para toda(o)s!!
 
Thiago Rodrigues Carvalho em 06/05/2013 21:36:40
Conforme Censo 2010/IBGE, os índios, apesar de representarem apenas 0,4% da população brasileira, possuem 12% do território nacional. E para que eles querem mais terras? Diga-me uma aldeia, "umazinha" sequer que os índios não dependem da bolsa esmola. Outra pesquisa feita com eles contatou que 40% dos índios não vivem nas aldeias. Índio prefere vaga na universidade (pelas cotas, claro) que terra para plantar. E plantar dá um trabaaaalho, né?!
 
RODRIGO FERREIRA em 06/05/2013 21:26:36
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions