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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

15/10/2009 14:03

Primeira chuva "leva" asfalto no Bairro Taquaral Bosque

Redação

Concluído recentemente, parte do asfalto do Bairro Taquaral Bosque não resistiu à primeira chuva e cedeu no fim de semana. Pedaços da cobertura asfáltica que ficaram espalhados pelo local revelam a espessura do asfalto, que não ultrapassa dois centímetros.

Segundo moradores do bairro, a água da chuva desceu com tanta força que levantou manilhas da Rua Getulina. O problema mais grave foi no cruzamento com a Rua Luciano Ota Peres.

As famílias explicam a região recebe água de muitos bairros: Estrela Dalva, Novos Estados e Montevidéu, o que gera transtornos a cada tempestade.

Com o asfalto destruído, os moradores ameaçam não pagar pela benfeitoria. O líder comunitário diz que ainda não se sabe quanto custará a cobertura asfáltica.

De acordo com o presidente do bairro, Antônio de Jesus Charupá, se trata de uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que conta com 70% de recurso federal e 30% da contrapartida da prefeitura.

"Desse jeito os moradores não querem pagar nada", enfatiza o presidente do bairro. No local do problema,moradora mostra que a pavimentação tem menos de dois centímetros.

Silvana Fanhani, 36 anos, diz que se sente humilhada porque esperou muito tempo para ver o bairro asfaltado, criou expectativas e o resultado não foi o esperado.

Ela conta que as obras na Rua Getulina nem terminaram e o asfalto já foi parcialmente destruído. Segundo Silvana, a parte onde a cobertura foi levada havia sido entregue há menos de 15 dias.

Mau cheiro - A chuva também destruiu a galeria de escoamento de água. Devido ao problema, moradores também são obrigados a conviver com o mau cheiro.

"Isso aqui fede demais. Acho que o engenheiro da empresa que fez isso aqui calculou mal o tanto de água que escorre para dentro do nosso bairro", reclama a dona de casa Maria Pereira, 37 anos.

A comunidade reclama ainda do tempo para se consertar os estragos. "Chuva é sempre uma boa desculpa para não tocar as obras, mas quando precisam entregar obras eleitoreiras eles botam os trabalhadores debaixo de sol e chuva", desabafa o caminhoneiro Josival Ferreira.

A assessoria de imprensa da prefeitura afirma que, caso seja constatada falha na execução da obra, a empreteira contratada é obrigada a arcar com os gastos das obras para reparo, que deverão ser refeitas. (Colaborou Adriano Hany)

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