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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

13/01/2008 07:42

Processos contra Beira-Mar em MS andam a passos lentos

Redação

Dois processos que correm em Mato Grosso do Sul contra o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 40 anos, que está preso em Campo Grande, no presidío federal de Segurança Máxima, estão para completar, em 2008, aniversário de sete e oito anos, respectivamente, sem que haja, por enquanto, sinal de uma conclusão. Uma ação corre na esfera federal, desde novembro de 2000, e acusa Beira-Mar de lavagem de dinheiro. A outra está na justiça estadual, desde fevereiro de 2000, e refere-se à acusação do MPE (Ministério Público Estadual), de que Beira-Mar foi o mandante do assassinato de um ex-sócio na venda de drogas, João Morel, morto aos 61 anos, a golpes de faca artesanal, em uma cela da penitenciária estadual de segurança máxima de Campo Grande, em janeiro de 2001.

Dos dois casos, o da morte de Morel é que o que está mais adiantado, mas o caminho até agora das apurações indica que Beira-Mar pode ser inocentado. Em quase sete anos de processo, o MP não conseguiu provas conclusivas da ligação dele no caso. No ano passado, os promotores pediram novas diligências e, na própria solicitação, disseram que se elas não produzissem provas, poderiam desistir de pedir que o traficante fosse a júri popular. No fim de 2007, a ação chegou à fase de alegações finais, ou seja, quando as partes são chamadas a dar suas palavras definitivas para que o juiz do caso decida de o réu irá ou não a julgamento.

Pela versão inicial apresentada, Beira-Mar teria pago a detentos que eram colegas de Morel para matá-lo, como vingança pelo fato de ele ter dado depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou o narcotráfico. Na época, Morel foi uma das testemunhas-chaves da CPI, dada à atuação que teve na fronteira. Até hoje, a morte dele só provocou uma condenação, a do detento que assumiu o assassinato. Outros três envolvidos no crime foram assassinados.

Patrono de uma família ligada ao tráfico, João Morel também teve filhos assasinados, numa verdadeira guerra com o grupo liderado por Beira-Mar, que, pelas investigações policiais, atua fortemente em Coronel Sapucaia e Capitan Bado, a primeira no Brasil e a segunda no Paraguai, separadas apenas por uma rua.

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