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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

16/06/2013 10:47

Relatório do regime militar já anunciava conflitos por terra na região de MS

Ângela Kempfer

Já na década de 60, em pleno regime militar no Brasil, havia a preocupação com conflitos entre índios e fazendeiros na região onde hoje fica Mato Grosso do Sul e também no Paraná. Documentos daquela época indicam focos de tensão fundiária por conta da venda ilegal de terras dos índios.

Os dois estados se unem hoje para contestar estudos de ampliação de aldeias e enfrentam a reação indígena, principalmente na região de Sidrolândia.

Reportagem publicada hoje pelo jornal Estado de São Paulo tem como base documentos considerados confidenciais, mas que estavam esquecidos no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, até que passaram a ser recuperados pelo grupo da Comissão Nacional da Verdade, que analisa a questão indígena na ditadura.

As informações reforçam a reivindicação de comunidades como da etnia terena, que aparece como expropriada a mando de políticos, juízes e funcionários do extinto SPI (Serviço de proteção ao Índio).

O relatório tem sete mil páginas e apenas uma pequena parte foi analisada. Entre os depoimentos anexados, está de um antigo funcionário do SPI, Hélio Jorge Brucker. Em 1967, em audiência com deputados em Campo Grande, ele provou que no fim da década de 1950, grandes extensões de terras que haviam sido concedidas aos indígenas foram repassadas a produtores rurais. Eram áreas terena, kadiwéu e guarani.

Hélio citou, por exemplo, decisão tomada pela Assembleia Legislativa do então Mato Grosso, em 1.º de abril de 1958, que deixou os kadiwéu sem reserva. As áreas "foram concedidas a parentes (dos deputados), políticos e até juízes."

Depois de instalada Comissão Parlamentar de Inquérito, o Tribunal de Justiça publicou lista de pessoas que teriam recebido as terras, para que fossem se explicar na Justiça, mas poucos processos foram revertidos. Os kadiwéu, por exemplo, recuperaram apenas parte das terras na região de Bodoquena.

Outro documento, de 26 de julho de 1968, com carimbo de confidencial, é assinado diretamente pelo chefe do Serviço Nacional de Informações, o general Emilio Garrastazu Médici, que depois seria presidente do Brasil. No relatório, encaminhando ao Conselho de Segurança Nacional, ele cita o caso da tribo caingangue, no sudoeste do Paraná, como de comprovada "grilagem de terras pertencentes aos indígenas", anexando 158 cópias de documentos comprobatórios.

Segundo a comissão, são inúmeros relatos e comprovações de que aldeias foram loteadas para distribuição a colonos, mas que no decorrer do processo acabaram nas mãos de políticos e setores econômicos fortes, como o de madeireiras.
Ainda no Paraná, na década de 1950, o então governador Moysés Lupion aparece como responsável pela tomada de "uma grande gleba no Estado Paraná que se destinava, por dispositivo constitucional, aos silvícolas do toldo de Mangueirinha" mas que nos anos seguintes acabou beneficiando partidários dele.

Ainda não há detalhes sobre todo o conteúdo do material elaborado pelo regime militar, mas um dos membros do grupo que pesquisa a questão indígena para a Comissão da Verdade, Marcelo Zelic, considera contundentes as provas em defesa das reivindicações indígenas. Na avaliação dele, a etnia terena e guarani são vítimas de abusos.

“O governo não pode ignorar quem comprou terras de boa-fé, criando meios para indenizá-los, mas também não pode virar as costas para os índios. O Estado brasileiro procura sempre postergar a solução da questão fundiária indígena, em vez de procurar soluções".

O relatório da ditadura começou a ser produzido em 1967, pelo procurador Jader de Figueiredo Correia que percorreu o País a convite do extinto Ministério do Interior para apurar denúncias de crimes cometidos contra a população indígena. O documento era dado como perdido em um incêndio no ministério há mais de 40 anos e foi recentemente encontrado no Museu do Índio.

 

 

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agora com essas manifestações no Brasil, a população fica contra a policia, mas quando um índio foi morto por policiais, saíram dizendo na mídia que o "índio não tem o que fazer" e agora que "inundou a casa do vizinho" saem todos pedindo justiça indignados a ação dos com policiais, quero ver alguém dizer que quem esta naquelas manifestações não tem o que fazer! não eh porque luto pelos meus direitos que não tenho o que fazer! o branco pode ter um celular, um carro, pode ser estudado, mas se o índio tem aquilo eh um absurdo, pessoas ignorantes aquelas que acham que vivemos na idade da pedra!
vai ai um recadinho de um irmão meu pra vcs que acham que o índio ainda vive nu : POSSO SER O QUE VOCÊ É SEM DEIXAR DE SER QUEM SOU!!!
 
Joyner Alcântara em 17/06/2013 14:14:02
OS RELATÓRIOS CIVIS, TAMBÉM, CONSTA, MAS É QUE O REGIME CIVIL, O VOTO, É DEPENDENTE DA OLIGARQUIA, QUE QUANDO SE CANDIDATAM, PEGAM PATROCÍNIO DAS MESMAS, PARA COMPRAREM VOTOS DA POBREZA, E FICAREM SOMENTE COMO EMPREGADOS DOS PATROCINADORES, E QUE COM O TEMPO, VEM O CASTIGO, POR NÃO SEREM JUSTOS COM A JUSTIÇA DA CONFIABILIDADE ELEITORAL, E HOJE ESTÃO PADECENDO, POIS QUEM APONTA UM DEDO PARA OUTROS, NO MÍNIMO TRÊS, ESTÃO, APONTADOS PARA SI MESMO, REGIME CIVIL, NUM PAÍS CAPITALISTA, NÃO É DEMOCRACIA, É ISSO QUE VEMOS, É O DESCUMPRIMENTO E PROTEÇÃO SOCIAL, POLÍTICOS, VÃO AS IGREJAS, APRENDEREM A PALAVRA DE DEUS E PÔ-LA EM PRÁTICA, QUE O DEUS LHES GUIARÁ, E TUDO SERÁ GLORIA PARA TODOS, DEUS ABENÇOE OS POLÍTICOS BRASILEIROS.
 
pedro braga em 17/06/2013 08:52:19
O MS é bem pouco produtivo em seus aspectos de agronegócios. Os números exuberantes mostrados são da produção agrícola nacional. O PIB no MS é pífio, 1.4% do PIB Nacional. Nós perdemos feio para nosso irmão do norte, este sim produtivo e ágil, tem 14% de seu território nas mãos dos índios e não tem essa choradeira toda. Nós perdemos no PIB agrícola até para o Maranhão, estado paupérrimo. Enfim, a agricultura do MS é bancada pelo contribuinte, e essa pretensa riqueza gerada pelo campo é subsidiada por mim, por você, por todos os cidadão comuns das cidades. Então, não são guerreiros como pretendem passar a imagem. Ganham muito, e retornam pouco para sociedade. Saiam dessas terras griladas e parem com essa retórica de que são indefesos, com seus carrões e advogados caríssimos!
 
Juan Ferrero em 17/06/2013 00:24:33
ótima matéria essa!!! Ainda bem que nos temos a imprensa que é do lado de quem tem razão!! A justiça hoje esperada por todos nós é mais lenta do que em países menos desenvolvidos que nós!!!!! existem muitos desses índios que irão morrer de velho sem ver a justiça verdadeira ser feita nesse país quem conhece a historia desse país tinha que ter o minimo de dignidade e reconhecer que os índios foram encurralados para beneficio de latifundiários!!!
 
paulo costa em 16/06/2013 22:18:09
Pura falta do que fazer !!! Quem vive de passado é Museu !!! Não conheço nenhum militar que tenha morrido milionário, pelo contrário Figueiredo quando muito deixou um apto para a Viúva. Daqui a pouco vão propor a troca do nomes pelos dos Mensaleiros condenados. Nossos políticos não tem um plano para o País, nem a médio e muito menos a longo prazo; administram o País como bombeiros apagando um incêndio aqui e ali. Estamos vivendo um socialismo/comunismo, (sei lá como chamam isso!! Bagunça generalizada, Sociedade de Direitos, sem deveres e com a Obrigação única de pagar impostos, e sustentar a corja que gasta a seu bel prazer sem fiscalização, é o público tornando-se privado. Estamos tentando destruir com êxito, uma geração de empreendedores pois trabalho não é o Forte deste Governo.
 
Janes Eduardo Barros em 16/06/2013 18:00:24
Pardonnez le mot! Esse Campo Grande News, é ótimo quando se trata de um assunto sério, com imparcialidade e com muito profissionalismo. Aqui de meu netbook posso até comentar a matéria que comprova que desde a época de Mato Grosso deputados estaduais veem praticando abuso de autoridade com os..."bugres" como eles se referem a nós, nas rodadas de uísque e charuto. Que desde a década de 50 as terras dos irmãos kadiwéus não são somente 552 mil hectares, mas muito mais. Aí vem aqueles políticos e dizem: essa terras são heranças de meus velhos desde 1905... que exagero! Que mentira! Já pensou se o Bacha fosse eleito governador? Ao comentário do Paulo Cruz deixo a famosa frase de Marcos Terena: POSSO SER O QUE VOCÊ É SEM DEIXAR DE SER QUEM SOU!!! Meu Androide tá tocando! Belê?
 
samuel gomes TERENA-campo grande em 16/06/2013 17:30:52
Profecia Militar!
 
Eduardo Boretti em 16/06/2013 15:13:36
Isso aí, povo de MS. Continuem defendendo a classe dominante (os produtores rurais) que, salvo exceções, chegou onde está às custas da exploração dos outros. Continuem repetindo o que eles dizem pra vocês, pois assim eles manterão tudo do jeito que sempre foi: eles com dinheiro e poder e vocês sem.
 
André Souza em 16/06/2013 12:56:51
Não fale besteira Paulo Cruz! Qual conceito de índio que está na sua cabeça? O dos livros didáticos? O índio nu, na floresta? O índio com sua cultura "impenetrada"? Acorda pra vida, estamos no séc XXI. A cultura não é estática!! Ela é dinâmica, e muda sempre! Por acaso a sua pizza não italiana? A marca do seu carro é estrangeiro? O filme que não é norte-americano? O seu eletrônico não é chinês? A roupa que vc usa não é indonésio, tailandesa ou chinesa? O seu símbolo numérico não é arábico, sua língua não é latina? Até quando vcs vão apresentar este discurso infundado? Aqui está mais uma prova do descaso com os indígenas no Mato Grosso do Sul. PIB e receitas tributárias não significa desenvolvimento. Acorda povo!!!
 
Mario Gomes Rodrigues em 16/06/2013 12:39:50
Parte da mídia torce para que o "homem morda o cachorro", já que o cachorro mordendo o homem é natural. Estas invasões dos pretensos índios, gente com celular, veículo e emprego nas cidades, tem interesses inconfessos, algumas ONGs, gente infiltrada que quer patrimônio sem trabalho e grupos ideológicos que apostam no quanto pior melhor.
O Estado de Mato Grosso do Sul depende da produção agrícola, os produtores, legítimos proprietários de suas áreas, devidamente tituladas, são responsáveis por mais de 87% das receitas tributárias do Estado.
A população tem que se engajar para a defesa da propriedade consignada na Constituição e no Código Civil.
A água que hoje inunda a casa do vizinho, pode inundar a sua amanhã.
 
Paulo Cruz em 16/06/2013 11:57:07
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