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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019

18/11/2018 16:30

Réu por aborto que terminou em morte, Hugleice esfaqueia irmã de Marielly

Caso aconteceu na manhã deste domingo (18) na casa onde casal morava no Jardim Santa Maria, em Rondonópolis (MT)

Guilherme Henri
Hugleice da Silva quando deixou prisão em 2011 (Foto: Arquivo)Hugleice da Silva quando deixou prisão em 2011 (Foto: Arquivo)

Envolvido em um dos casos mais chocantes do Estado, Hugleice da Silva, 35 anos, voltou a ficar na mira da polícia. Ele é o principal suspeito de esfaquear neste domingo (18) a esposa Mayara Barbosa – irmã mais velha de Marielly Rodrigues Barbosa, 19 anos, que morreu em 2011 após um aborto malsucedido em Sidrolândia - a 70 km da Capital. Na época, o suspeito e a cunhada tinham um caso, mas Hugleice negou que o filho que a moça tentou tirar era dele.

Conforme o jornal Agora Mato Grosso, o casal morava no Jardim Santa Maria, em Rondonópolis (MT). Hugleice viu algo que não gostou no celular da vítima e em seguida a esfaqueou. Além disso, o suspeito amarrou Mayara e ainda cortou o pescoço dela. Depois do crime, Hugleice fugiu com o carro do casal, um Palio prata.

A vítima conseguiu se desamarrar e pediu ajuda. Ela foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para o Hospital Regional do município mato-grossense. O suspeito já havia ligado para familiares da vítima fazendo ameaças, apurou o jornal.

Ao Campo Grande News, a unidade de saúde informou que Mayara está na emergência e recebeu visitas. O estado de saúde dela não foi informado.

Marielly Rodrigues Barbosa (Foto: Acervo Pessoal)Marielly Rodrigues Barbosa (Foto: Acervo Pessoal)

Marielly – Hugleice era casado com a irmã mais velha de Marielly, mesmo assim, os dois mantiveram um relacionamento amoroso. Ele nega ser o pai da criança que a jovem estava esperando, mas confessou tê-la levado á casa do enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes para realizar um aborto.

A jovem saiu de casa, no Jardim Petrópolis, no dia 21 de maio - sábado – de 2011 dizendo que iria resolver um problema e não foi mais vista. A família dela, inclusive Hugleice, e amigos, espalharam cartazes pelo bairro, e-mails e foram à OAB/MS e Assembléia Legislativa.

O corpo da jovem foi encontrado no dia 11 de junho em um canavial em Sidrolândia, município distante 71 quilômetros de Campo Grande.

Na versão de Hugleice à Polícia, ele soube do enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, por um colega de trabalho, entrou em contato e combinou R$ 1 mil pelo pagamento para o aborto.

Enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes (Foto: Arquivo)Enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes (Foto: Arquivo)

No dia combinado com Jodimar - 21 de maio-, Hugleice levou Marielly até a casa dele. Enquanto esperava na calçada, o enfermeiro o avisou que o aborto havia dado errado e que a jovem havia morrido. Os dois então colocaram o corpo na caminhonete de Hugleice e o esconderam em um canavial.

A polícia suspeitou de Hugleice porque quebra de sigilo telefônico constatou que ele foi a última pessoa com quem ela conversou. Além disso, a empregada de Jodimar o viu na residência onde ela trabalhava e, ainda, porque no local onde o cadáver estava havia embalagens de halls, ‘vício’ do rapaz, conforme informado pela dentista dele à polícia.

A família de Marielly mentiu à polícia sobre Hugleice. Todos disseram que o rapaz estava em casa no dia 21 de maio, no fim da tarde, quando a operadora de celular dele indicou que ele estava em Sidrolândia.

Hugleice da Silva e o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes foram indiciados por aborto e ocultação de cadáver. Os dois chegaram a ficar na cadeia, mas conseguiram na Justiça o direito de responder em liberdade.



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