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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

08/11/2013 19:55

Satélites que vão monitorar fronteira começam a operar em março de 2014

Zana Zaidan
O presidente da empresa que implantou os satélites do Sisfron, Marcos Tollendal, ao lado do deputado Cabo Almi, explica que estratégia dos equipamentos é o elemento surpresa (Foto: João Garrigó)O presidente da empresa que implantou os satélites do Sisfron, Marcos Tollendal, ao lado do deputado Cabo Almi, explica que estratégia dos equipamentos é o "elemento surpresa" (Foto: João Garrigó)

Os satélites e câmeras de alta resolução implantados pelo Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) começam a operar em Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande, em março de 2014. A cidade foi escolhida para receber o projeto piloto do sistema, entre os 570 municípios de 11 estados a serem monitorados.

A empresa Savis Tecnologia e Sistemas S.A, vencedora da licitação para implantação do Sisfron, já opera desde 2011 na 4ª Brigada da Cavalaria Mecanizada, base do sistema no município. “Lá, desenvolvemos a instalação de radares, construção prédios, como torres onde esses radares e satélites ficarão, e adquirimos viaturas aquisição de viaturas”, explicou o coordenador do projeto de implantação do Sisfron, general Santos Guerra, durante audiência pública realizada hoje (8) na Assembleia Legislativa.
Em março de 2014, os satélites estarão prontos e em operação. “Temos censores e câmeras móveis, que podem identificar movimentos e presenças em locais incomuns, aeronaves irregulares. E todos esses equipamentos são móveis, e podem mudar de lugar de acordo com a necessidade”, elenca o presidente da Savis, Marcos Tollendal.

A estratégia operacional da Savis, segundo o presidente, é o elemento surpresa. “Nosso satélites têm a função de agir como o Exército na Operação Ágata, mas sem divulgação na TV e outras coisas que permitem que mal intencionados conheçam os lugares mais visados”, compara.

O contrato da Savis, de R$ 839 milhões, prevê a implantação do sistema operacional do Sisfron até 2021.

O senador Delcídio viabilizou R$ 250 milhões do PAC, a serem aplicados no Sisfrom em 2014 (Foto: João Garrigó)O senador Delcídio viabilizou R$ 250 milhões do PAC, a serem aplicados no Sisfrom em 2014 (Foto: João Garrigó)

Recursos – Até 2021, o orçamento previsto para o Sisfron é de R$ 12 bilhões, ou R$ 500 milhões por ano. O Exército brasileiro vai disponibilizar R$ 260 milhões em 2014, e o governo federal, R$ R$ 250 milhões por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

“Conversei com a ministra Mirian Belchior, do Planejamento, e ela nos garantiu que os R$ 250 milhões estão dentro da Lei Orçamentária, mesmo que ela ainda não tenha sido votada. A ministra garantiu o recurso”, afirmou o senador Delcídio do Amaral (PT), que tomou a implantação do Sisfron como projeto pessoal e garantiu a verba.

“Dependendo de como o Orçamento for definido, podemos conseguir aumentar esse valor. O ideal seria a chegar a R$ 500 milhões para o ano que vem, mas precisamos ser pés no chão, e tentar chegar a pelo menos R$ 300 milhões”, acrescenta o senador.

Audiência Pública – A audiência pública faz parte de um ciclo de debates, promovido pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. A primeira aconteceu em Ponta Porã, depois em Corumbá e agora em Campo Grande, na Assembleia Legislativa.

O presidente da Comissão de Segurança Pública e Defesa Social da Casa, deputado estadual Cabo Almi (PT), reforça a importância do Sisfron. “É uma forma estratégica de proteger toda a fronteira, e vai inibir o tráfico de drogas e armas, e garantir a soberania nacional”, afirma. O sistema vai cobrir 16.886 km de fronteira, cerca de 27% do território brasileiro.

Também participaram da audiência Participam da audiência o comandante do Comando Militar do Oeste (CMO), general de exército João Francisco Ferreira; o gerente do Projeto Estratégico Sisfron, general João Roberto de Oliveira; o comandante da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados, general Lourival Carvalho da Silva; o comandante da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira de Corumbá, general Pedro Paulo de Mello Braga.

2ª audiência pública na Assembleia Legislativa debateu implantação do Sisfron em MS (Foto: João Garrigó)2ª audiência pública na Assembleia Legislativa debateu implantação do Sisfron em MS (Foto: João Garrigó)
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Antes tarde do que nunca. Tarde porque quantos males tem causado a nação brasileira por falta de uma eficiente controle da fronteira que passa tudo que se possa imaginar. O pior de todos eles é o contrabando e o narcotráfico. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) PF (Polícia Federal) PM Polícia Militar Estadual ) PC (Polícia Civil) todas as polícias cada uma tem feito um pouco mas é muito tímido ainda essa guerra. O uso desta tecnologia que está sendo viabilizada poderá ajudar em muito a localizar aonde está incidindo o vício do contrabando promovido pelos "os fora da lei" e quem sabe poderemos ter um saldo bem positivo no uso desta tecnologia. Alguma coisa precisa ser feita, porque ficar do jeito que está, as futuras gerações vão sentir o ônus bem caro desta desgraça que graça o País.
 
João Alves de Souza em 09/11/2013 00:09:00
Realmente a nossa fronteira além de abandonada é rota de contrabando de tudo, desde cigarros, drogas, armas, etc. Agora esse monitoramento precisa ser continuo e 24 horas por dia, como acontece na fronteira dos EUA com o México.
 
Marcos Wild em 08/11/2013 20:42:56
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