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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

18/08/2010 15:26

Sem arrependimento, jovens reconstituem assassinato

Redação

Sem demonstrarem arrependimentos, uma adolescente de 15 anos e seu namorado, Jadher Leandro Rodrigues, de 21 anos, participam nesta tarde (18 de agosto) da reconstituição do assassinato de Juliana dos Santos Sales, de 19 anos, ocorrido no dia 8 de agosto no bairro Coronel Antonino, na Capital.

No entanto, Jader que é filho de policial militar, foi poupado da exposição e ficou dentro do carro da Polícia, escondido da imprensa.

Elice Maria dos Santos, mãe de Juliana, acompanha emocionada a reconstituição. Ela explica que ainda não sabe como contará ao neto de 1 ano e quatro meses que sua mãe morreu por causa de uma "briguinha besta de bairro".

"Espero por justiça. O caso foi solucionado rápido, agora quero ver o que será feito deles", diz.

A primeira etapa da reconstituição marca todos os passos dos autores antes da morte de Juliana. Começou na Associação de Moradores do bairro, onde acontecia uma festa no dia do crime. De lá as investigações seguiram para a casa de Jadher, que pegou escondido o revólver calibre 38 do pai, um policial militar.

Ao se encontrarem, Jadher entregou a arma para a adolescente, que chegou a testar o revólver, um modelo especial desenvolvido para a Polícia Militar. Os dois pegaram uma moto emprestada por um amigo e saíram ao encontro das garotas.

A segunda fase da reconstituição revela como Juliana foi morta. Na garupa da moto usada por Jadher (uma Honda placa HTE-4402), a adolescente apontou a arma para o grupo rival e atirou, atingindo outra adolescente de 14 na mão e Juliana.

Para a delegada Maria de Lourdes Canno, da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), a reconstituição servirá para detalhar melhor o caso, esclarecendo pontos como a distância em que foi efetuado o tiro e a participação de cada envolvido. Já foram ouvidas 25 pessoas.

A adolescente assumiu a culpa pelo tiro e argumenta que não foi incentivada pelo namorado. Jadher, porém, argumenta que insistiu para que a jovem, que estava transtornada, atirasse contra o grupo rival. Para a delegada, tais detalhes não alteram o indiciamento.

Segundo Maria de Lourdes, a adolescente responderá por homicídio doloso qualificado e Jadher por homicídio doloso e corrupção de menores. O pai do jovem será indiciado por omissão de cautela.

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