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Sem videomonitoramento, região central enfrenta "onda" de violência

Graziela Rezende | 18/09/2013 09:29
Projeto prevê imagens em tempo real. Foto: Marcos Ermínio
Projeto prevê imagens em tempo real. Foto: Marcos Ermínio

Sete mortes, 186 roubos e 1.141 furtos nos seis primeiros meses do ano. O balanço dos crimes na região central de Campo Grande, dois quais muitos permanecem impunes, mostram que a “onda de violência”, o que também inclui o tráfico de drogas, prostituição, pichações e infrações no trânsito na vida noturna podem continuar encobertos caso Campo Grande perca o recurso do vídeo monitoramento.

Advindos do Ministério da Justiça, R$ 2 milhões já deveriam estar sendo gastos com a instalação de 22 câmeras, 14 viaturas e 14 motocicletas, além de material disponibilizado para Guarda Municipal. Segundo o presidente do Conselho Comunitário de Segurança da região central, Adelaido Luiz Spinosa, a ação beneficiaria diariamente 200 mil pessoas que circulam diariamente pelo local, além de 1,3 mil prédios residenciais e a rede bancária.

“Estamos a 71 dias úteis para a devolução do recurso. É algo sério, que estamos prestes a perder pela falta de atitude das autoridades. Em nome do Conselho, fui pessoalmente a Brasília duas vezes, travando uma luta para ser recebido no Ministério da Justiça, além de pedir o apoio dos vereadores para a aprovação do projeto. Fizemos o lançamento da campanha Videomonitoramento Já e é impossível que tudo isso seja jogado fora”, argumenta o presidente.

Processo licitatório - Presidente do Conselho desde 2011, Adelaido ressalta que a instalação de câmeras é relevante para a Capital. “No dia 9 de abril o processo licitatório foi aberto e, no dia 5 de junho, por conta de uma empresa que entrou com pedido de suspensão do edital, a prefeitura e em seguida o Tribunal de Contas imediatamente interromperam o processo”, conta o presidente.

Já na sexta-feira (13), o prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP), teria marcado uma reunião com os conselheiros. “Ele disse que eu estava mentindo, porque seria o Tribunal de Contas que suspendeu a licitação primeiro, porém o nosso conselheiro Valdir Neves fez um breve relatório e lá diz que a prefeitura, no dia 5 de junho, conforme publicação no Diário Oficial, suspendeu o processo”, comenta Vila.

Por conta do embate, uma reunião foi marcada nesta quarta-feira (18), para o julgamento do mérito. “Como se trata de um recurso federal, estamos aguardando que o Tribunal de Contas do Estado faça o arquivamento do processo e a arbitrariedade do recurso federal seja julgado pelo Tribunal de Contas da união”, avalia o presidente.

Testemunha eletrônica: Titular da delegacia da região central da cidade, o delegado Wellington de Oliveira fala que o recurso é algo que “não se pode perder em hipótese alguma” e ainda ressalta investigações que foram solucionadas com a ajuda de imagens.

“É extremamente importante não só para controlar o fluxo de pessoas, mas também de veículos e o andamento do comércio. É um trabalho estratégico e de prevenção para a Polícia, sem falar no que chamamos de vigilância primária, já que os bandidos podem deixar de cometer crimes na região em razão do videomonitoramento, o que já diminuiu em cidades com o mesmo projeto”, explica o delegado Oliveira.

Lentidão - Há poucos dias, em entrevista ao Campo Grande News, o comandante geral da PM/MS, coronel Carlos Alberto David dos Santos, afirmou que está preocupado com a demora para implementação do projeto na área central da cidade e ainda destacou que, se o sistema já estivesse em funcionamento, facilitaria o trabalho da polícia e ainda poderia deslocar o contingente do centro.

Câmeras deveriam estar instaladas até 31 de dezembro. Foto: Marcos Ermínio
Câmeras deveriam estar instaladas até 31 de dezembro. Foto: Marcos Ermínio
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