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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

09/12/2013 18:05

Suspensão de andadores causa polêmica e divide mães e médicos

Mariana Lopes
Com 11 meses, Pedro usa andador para estimular os primeiros passinhos (Foto: Arquivo pessoal)Com 11 meses, Pedro usa andador para estimular os primeiros passinhos (Foto: Arquivo pessoal)

A decisão liminar da Justiça do Rio Grande do Sul, que suspendeu a comercialização de andadores para bebês, gerou polêmica entre mães, pediatras e até comerciantes. O produto deve ser retirado de circulação nas lojas de todo o Brasil.

A justificativa é de que o equipamento coloca crianças em risco de acidentes graves, inclusive com morte. A pediatra Ana Carolina Nasser aprovou a decisão e até pontua que a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) contraindica o uso do andador.

“Não é só questão de deformidade óssea, mas também expõe a criança a risco de fratura de fêmur, trauma craniano, e não tendo o produto a venda, ele cai em desuso”, ressalta a médica.

Mesmo o índice de mortes provocadas por acidentes com andador sendo baixo, a pediatra destaca o risco e afirma que o melhor método é o incentivo dos pais ajudando a criança no processo dos primeiros passos.

“A mãe tem que pegar na mão, ensinar, estimular, tudo isso é importante”, enfatiza Ana Nasser. Segundo a pediatra, a idade considerada normal para a criança começar a andar é 12 meses. Os pais devem começar a se preocupar caso os filhos não andem até os 15 meses. Nestes casos, então, o médico deve ser procurado.

Mas entre muitas mamães, o andador foi importante na hora de incentivar os passos iniciais dos filhos, e quem usou garante que não se arrepende. A dona de casa Cibele Silva Carvalho, 31 anos, usou com os dois filhos, Vitória, hoje com 5 anos, e Pedro, de 11 meses.

“Sempre tive cuidados básicos, nunca deixei perto de piscina, nem em lugares muito inclinados, só coloco em local plano, pois tenho medo de virar”, afirma Cibele. No processo dos filhos dela, a dona de casa acredita que foi bom porque deu mais liberdade aos filhos.

João Vitor usou o andador por mais ou menos um mês, só para criar confiança (Foto: Arquivo pessoal)João Vitor usou o andador por mais ou menos um mês, só para "criar confiança" (Foto: Arquivo pessoal)

Para a funcionária pública Raquel Reina Dauzacker Lima, 28, o andador ajudou o filho a adquirir confiança para dar os primeiros passinhos. “Eu evitei no início porque os pediatras não recomendam e há perigo de queda, mas como achei que estava demorando para ele andar, resolvi usar o andador”, comenta.

Ela conta que passou a utilizar o aparelho quando João Vitor tinha quase 1 ano. “Mas eu usei por pouco tempo, mais ou menos um mês. Quando percebi que ele estava mais confiante, abandonei o andador”, afirma a mãe.

Mas o cuidado enquanto a criança estava no aparelho sempre foram grandes. “Ele só usava sob a supervisão de alguém”, ressalta Raquel. Hoje, João Vitor está com 2 ano e 3 meses, e chega a dar canseira nos pais de tão serelepe.

Comércio – Nas lojas especializadas, a preocupação agora é com o que fazer com os produtos que estão nas vitrines. Em um ano, quando saiu a primeira notícia de que a comercialização poderia ser suspensa, a venda do andador caiu aproximadamente 40%, segundo o comerciante Omar El Akara.

Ele afirma que o produto sempre teve boa saída na loja dele, especializada em roupas e acessórios infantis, mas que nos últimos meses a procura foi baixa. Contudo, o andador teve reajuste, em 2013, de 6% no peço de venda.

Omar afirma que, diante da suspensão de comercialização do andador, tentará negociação com os fabricantes para retirar os produtos das lojas e trocar por outros. No estoque dele, há aproximadamente 30 andadores. O preço varia de R$ 129 a R$ 269.

No comércio, venda de andadores diminuiu aproximadamente 40% (Foto: João Garrigó)No comércio, venda de andadores diminuiu aproximadamente 40% (Foto: João Garrigó)
O preço dos andadores varia de R$ 129 a R$ 269 (Foto: João Garrigó)O preço dos andadores varia de R$ 129 a R$ 269 (Foto: João Garrigó)


eu aprovo a decisao das retiradas dos andadores prejudica as criancas
 
claudineia da silva gomes em 10/12/2013 17:17:02
Sempre ouvi falar que o uso de andador era prejudicial desde a minha infância.
Depois de adulta tive dois filhos. Nenhum deles usou andador, e isso nunca fez falta. Também não acho que a proibição seja um "ato extremo" da justiça.
A questão do andador vai muito além do perigo de quedas, e não, não é ignorância evitar o uso, ou dizer que ele é prejudicial.
Ele pode sim atrapalhar o desenvolvimento motor, e pode acabar funcionando como uma "muleta emocional", pois a criança só se sentirá segura para tentar os primeiros passos se estiver nele, e com isso terá medo de se arriscar opr conta própria (claro que há exceções). O desenvolvimento ósseo e o muscular também ficam prejudicados.
Se em alguns casos ajuda a criança a ganhar confiança, em outros atrapalha e atrasa os primeiros passos.
 
Mériele Oliveira em 10/12/2013 11:32:59
Com o reconhecimento da Justiça em proibir o uso desses andadores bem como reconhecer que seu uso pode até levar a morte de uma criança abre a chance de pais pedirem indenização as fabricantes desses produtos tendo em vista que seu filhinho a época poderia ter morrido e que ficou com sequelas em sua estrutura óssea devido ao uso do andador... será? Conhecedor de leis pode comentar.
 
samuel gomes-sidrolandia-ms em 10/12/2013 10:58:47
Estou lendo muitos falarem sobre ignorância... mas ignorância maior é a dos pais que não procuram saber sobre as complicações que o uso dos andadores causa no desenvolvimento motor da criança. E não só no motor como no fortalecimento das articulações dos joelhos e tornozelos. Então... onde exatamente está a ignorância? Também acho a "proibição" uma atitude extrema, mas só funciona assim no Brasil, pois o povo não tem consciência própria. Pais que deixam a educação e o desenvolvimento dos filhos em televisão, computadores, andadores, babás.. etc... e depois aparecem desesperados dizendo não saber o que fazer com os filhos ou não entender o que aconteceu com eles. Se não querem "CRIAR" filhos, não os tenha... fechem as pernas ou tomem remédios!
 
Herson Nonaka em 10/12/2013 10:48:53
Pois é... Ao invés de obrigar as indústrias a mudarem o sistema das rodinhas, de modo que o andador não tombe ou caia, é mais fácil proibir a venda... Lamentável.
Recentemente vi um andador, de fabricação italiana, mais precisamente da marca Chicco, e a criança estava com ele em um local onde haviam degraus. A princípio fiquei assustado com aquela situação, porém, a própria mãe da criança (a fim de me tranquilizar) empurrou o andador em direção dos degraus. Ele trava automaticamente, impedindo a queda.
 
Rodney Oribes da Silva em 10/12/2013 08:54:13
Meus filhos nunca usaram andador, acho que a criança fica dependente e não ajuda em nada no processo de aprendizagem, mas serve como descanso para a mae em alguns momentos
 
Silvana Maria em 10/12/2013 08:42:40
Mais uma vez, poucos decidem por todos.
Já utilizei andador, em 2 oportunidades, e a única recomendação é evitar locais com rampas ou degraus, e manter a atenção sobre os menores.
 
Romeu Luitz em 10/12/2013 08:40:24
A ignorancia reina em nosso país, não só em nosso estado, que absurdo, sei que existe duas vertentes, uma que defende e outra que condena o uso, mas essa discussão já é antiga, foi feita mundialmente inclusive, quem educa e ensina são os pais mesmo, mas o andador é uma forma de voce poder "soltar" um pouco a criança, eu acho válido, assim como o cercadinho, o que temos que ver é que existem tipos de pais, uns que cuidam mais e outros menos, mas isso vale para tudo, o pai que não cuida no andador, não vai cuidar sem ele e provavelmente a criança vai se meter em apuros, com ou sem andador. É o mesmo que condenar o carrinho de bebe, se é tão importante que a criança fique o tempo todo em contato com a mãe, nada melhor que carrega-lo sempre no colo, assim como o carrinho, o andador veio ajudar
 
maximiliano nahas em 10/12/2013 08:17:44
Tenho um filho de 4 anos que usou andador dos 8 aos 10 meses, minha intenção, na época era dar mais autonomia a ele e não necessariamente que antecipasse a marcha, foi muito bom, pois ele ficava bem mais a vontade e me dava mais liberdade para os afazeres domésticos. Nunca aconteceu nenhum incidente, mas ele sempre ficava sob supervisão e em locais que não ofereciam perigo. Acho uma ferramenta muito útil para mães que trabalham e precisam um entretenimento para o bebê, como qualquer outra ferramenta, nao deve ser usado indiscriminadamente, só isso, não vejo a necessidade de se suspender a comercialização.
 
Lucimar Goedert em 10/12/2013 07:40:27
Cada criança tem seu tempo e aprender a andar é um processo natural. Meus dois filhos estão nesse caminho. Heitor (4 anos), andou com 10 meses, mas antes se arrastou no chão, engatinhou. Pedro (1 ano e dois meses) começou a dar os primeiros passos agora e isso não tem preço. Mas se escolheu o andador, não tire o olho do pequeno, aliás, nem sem o andador dá para tirar o olho.
 
Lilian Veron em 10/12/2013 00:22:24
Eu apoio a decisão. Por causa do andador, minha filha levou alguns tombos, mesmo eu tendo todo o cuidado com ela, alguns segundos são o suficiente para a criança correr e cair com o andador. Minha filha foi muito precoce, começou a andar sozinha com 10 meses e ficou 3 anos com as perninhas tortas, o médico me deu uma bronca quando eu disse que ela usou o andador, falou que deveria ser proibido a comercialização pois prejudica a criança. Bom, agora é proibido.
 
Simone Cortes em 10/12/2013 00:06:20
Antigamente não tinha nada dessas "engenhocas" e as crianças, que inclusive eram mais saudáveis, aprendiam a andar de modo bem natural, ou seja, tentando, caindo, levantando e tentando novamente, até conseguir. Nada, absolutamente nada justifica o uso dessas porcarias. Mesmo com o corre corre diário meu e da minha mulher, por opção de ambos, nossas filhas não usaram andadores.
 
Fernando Silva em 09/12/2013 22:02:09
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