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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

26/12/2012 14:05

Último trimestre tem alta de 335% nos casos de violência contra mulher

Casos aumentaram 335% na Capital no último trimestre de 2012 comparado com o mesmo período em 2011

Carlos Martins
Secretário Vantur Jacini: mulheres adquiriram confiança no sistema e estão reagindo (Foto: Rodrigo Pazinato)Secretário Vantur Jacini: "mulheres adquiriram confiança no sistema e estão reagindo" (Foto: Rodrigo Pazinato)

As mulheres estão denunciando mais os casos de violência a que são submetidas. Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) referentes a este último trimestre mostram que os casos de violência doméstica cresceram na Capital 335% comparado ao mesmo período de 2011. De 1º de outubro de 2012 a 21 de dezembro deste ano, foram registradas 1.090 ocorrências. Já em 2011, no mesmo espaço de tempo, foram 325 registros. A atuação intensa da Delegacia da Mulher resultou este ano na prisão recorde em flagrante de 300 homens.

Este indicador é o único que aumentou na estatística. Nos demais crimes, no mesmo período todos os demais delitos caíram: Furto caiu de 3.193 casos para 2.874, roubo, de 962 para 663; e homicídios dolosos, de 32 para 28,

O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Vantuir Jacini, avalia que os números da violência doméstica registrados este ano, que cresceram, refletem nova realidade. “As mulheres apanhavam e ficavam quietas, aí então, passaram a recorrer e foram adquirindo confiança no sistema, e reagindo. Vai chegar o momento que isso vai estagnar”, acredita o secretário.

“Temos hoje 12 delegacias da mulher [1 na Capital e 11 nas sedes regionais]. Lá [na delegacia], as mulheres que sofrem violência são atendidas por outras mulheres, por psicólogos, que não só atendem a ocorrência, mas também dão orientação”, diz o secretário.

De acordo com a delegada titular da Delegacia da Mulher, Rosely Molina, os resultados obtidos mostram que a rede de enfrentamento à violência está funcionando muito bem. “E uma somatória de fatores, que envolve também a atuação do Ministério Público, que tem sido ágil na formulação da denúncia, e também ao Judiciário. Com a criação da 2ª Vara de Violência Doméstica de Campo Grande, em novembro, ficou mais ágil o processo e o julgamento com a punição do agressor”, explicou.

a delegada Rosely Molina diz que a divulgação das ações da Delegacia da Mulher inibem novos autores (Foto: Arquivo)a delegada Rosely Molina diz que a divulgação das ações da Delegacia da Mulher inibem novos autores (Foto: Arquivo)

Ação preventiva – O trabalho que a Delegacia da Mulher realiza não é só de repressão, mas também de orientação as mulheres que procuram a delegacia. As mulheres passaram a denunciar mais, porque a Lei Maria da Penha também tem sido mais divulgada em palestras realizadas em escolas e associações de bairros, orientando às mulheres quanto a seus direitos. "A Delegacia da Mulher tem, também, um setor psicossocial que orienta as mulheres. A Subsecretaria da Mulher por meio do centro de atendimento tem feito um trabalho muito bom", disse Rosely Molina.

A delegada destacou, também, o trabalho feito pela mídia. “Quando temos êxito no cumprimento do nosso trabalho e a mídia faz a divulgação destas ações, isso serve para inibir outros autores. Mostra que a lei tem eficácia, tem aplicabilidade”, diz Rosely Molina.

As denúncias podem ser feitas por meio dos telefones (67) 3384-1149 e 3384-2946 da Delegacia da Mulher e também pelo 180, que é um número nacional e recebe gratuitamente as denúncias, que podem ser anônimas. “Estas denúncias são encaminhadas para a Delegacia da Mulher”, explicou a delegada, que comanda uma equipe de 25 pessoas. “Quero agradecer a toda a equipe. Temos aqui profissionais capacitados que atuam em todas as frentes”, explicou.

Morte dos universitários - Em relação à diminuição dos demais casos de crimes (furto, roubo, homicídio doloso), o secretário de Justiça e Segurança Pública, Vantuir Jacini, diz que é o resultado de dois binômios: prevenção e repressão. “Toda a vez que a polícia esclarece um crime ela está fazendo uma prevenção”, explica. Ele cita o caso envolvendo a quadrilha que matou os dois universitários no dia 30 de agosto, e que já havia matado um piloto da TAM. “Na época, eu me lembro, chegou a se falar na imprensa que os criminosos não eram daqui, que eram de outro estado. Na realidade eram da cidade. São coisas que surpreendem”.

Os universitários Breno Luigi Silvestrini de Araújo, 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, 19, foram assassinados na noite de 30 de agosto deste ano. Eles foram sequestrados quando saíam do Bar 21, bairro Miguel Couto, em Campo Grande, e foram levados para a saída de Sidrolândia. No local, eles foram agredidos e mortos e a quadrilha levou e camionete Pajero dos jovens. Na madrugada, o veículo foi recuperado em Corumbá em uma barreira do DOF (Departamento de Operações de Fronteira). Com a prisão dos primeiros envolvidos, os corpos foram localizados no dia seguinte na entrada de uma tubulação de água pluvial no anel viário que liga as saídas de Aquidauana e Rochedo. Segundo a quadrilha, o veículo seria levado para a Bolívia encomendado por um homem, que pagaria com cocaína pela Pajero.

Foram presos, acusados pelo crime, Rafael da Costa Silva, 22 anos, Weverson Gonçalves Feitosa, 22, Raul Andrade Pinho, 18, Edson Natalício de Oliveira Gomes, 22, Jonilton Jackson Leite de Almeida, 24, e Dayane Aguirre Clarindo, 24. O adolescente de 17 anos, irmão de Rafael, foi julgado no inicio de outubro e condenado a três anos de internação pelo crime latrocínio, roubo seguido de morte. A primeira audiência foi realizada no dia 17 de dezembro na 3ª Vara Criminal, no Fórum de Campo Grande. Além de latrocínio, os outros seis respondem por formação de quadrilha, corrupção de menores e crime de roubo majorado.

Conforme o secretário, o esclarecimento deste caso impediu que os ladrões e assassinos ficassem impunes, já que a intenção deles era ir para a Bolívia. “Se fossem para a Bolívia, já teriam praticado três homicídios e iriam ficar impunes, e provavelmente praticariam um quarto crime, já que estava dando certo. Então, a prisão da quadrilha impediu que praticassem outros crimes”.

O secretário diz que estas ações da policia, com a solução dos crimes, servem, inclusive, de alerta para as demais quadrilhas. “A cada crime que a polícia esclarece, tem também o efeito da dissuasão, em meio à bandidagem. Os bandidos sabem que a polícia irá investigar e o crime não ficará impune. Isso serve de alerta”.

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CONCORDO PLENAMENTE COM O SECRETARIO DE JUSTIÇA, TEM QUE SER ASSIM MESMO, BANDIDO TEM QUE TER MEDO DAS AUTIRIDADES, RESPEITAR A POLICIA , E TEM MAIS TERIA QUE TER UMA LEI PRA ESTES BANDIDOS PAGAREM SUAS PENAS COM SERVIÇO BEM PESADO DO TIPO TRABALHO BRAÇAL NO SOL QUENTE, POIS ESTES BANDIDOS NÃO GOSTA DE TRABALHO, SE FOR TRABALHAR ELES, VÃO PENSAR MIL VEZES EM VEZ DE COMETER UM CRIME.
 
ELY MONTEIRO em 27/12/2012 07:36:26
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