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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

18/05/2016 14:55

Um assalto por mês mostra falha de segurança em agências, diz sindicato

Amanda Bogo
Agência que foi assaltada na terça-feira (17) funcionou normalmente hoje (Foto: Simão Nogueira)Agência que foi assaltada na terça-feira (17) funcionou normalmente hoje (Foto: Simão Nogueira)

Os assaltos a agências bancárias viraram rotina nos municípios de Mato Grosso do Sul. Nos últimos cinco meses, uma agência foi assaltada por mês no Estado. A informação é do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região.

Casos com grande repercussão comprovam a frequência que essas ações criminosas vem ocorrendo. Na terça-feira (17), dois homens vestidos com ternos e usando crachás falsos adentraram a principal agência do Banco do Brasil, no centro de Campo Grande, renderam funcionários e levaram quatro malotes de dinheiro do local.

No mês anterior, uma quadrilha com dez homens armados explodiram uma agência em Sonora, a 364 km da Capital, fizeram dois taxistas de reféns e atiraram contra a delegacia de Polícia e o batalhão da Polícia Militar. Em Janeiro, duas agências de Alcinópolis, distante 402 km, foram assaltadas e os caixas eletrônicos do local foram explodidos.  

Em nota divulgada a imprensa, o Sindicato dos Bancários afirma ter dúvidas quanto ao sistema de segurança adotado nas instituições financeiras, e informou que a diretoria está acompanhando e prestando assistência aos bancários que foram reféns no assalto de ontem.

Para o presidente do Sindicato , Edvaldo Barros, falta trabalho de prevenção nas agências para evitar os crimes, e é preciso uma ação conjunta das instituições financeiras com o Estado para resolver o problema. "O trabalho de segurança preventivo falha. Não é só um problema da instituição financeira, mas do Estado na prevenção. A questão é a melhora do sistema de segurança, não a falta de vigilantes. É preciso que o Estado, através de seu serviço de inteligência, busque ações para realizar serviços preventivos", explicou, ressaltando que é necessário que o patrulhamento policial próximo as agências bancárias seja maior. 

Segundo Edvaldo, o Sindicato irá cobrar mais segurança por parte dos bancos, e pretende formar um grupo de trabalho acionado a Secretaria Estadual de Segurança Pública e o Ministério Público do Trabalho para estudar medidas que possam trazer mais proteção aos trabalhadores e clientes de bancos. "É um trabalho que tem que ser desenvolvido pelos bancos, sindicatos e o Estado para cobrar mais segurança não só para os bancários, mas para a população como um todo", finalizou. 



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