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Boa Imagem

As pessoas não são como uma tela touchscreen

Não aja como se o outro fosse uma tela sensível ao toque. É preciso respeitar o espeço pessoal de todos.

Por Larissa Almeida (*) | 25/05/2026 15:51

Vivemos em um tempo no qual quase tudo responde ao toque. O celular desbloqueia com um dedo, a televisão muda de canal com um clique, o elevador obedece ao apertar de um botão. Talvez por isso muita gente tenha desaprendido uma coisa essencial: pessoas não funcionam assim.


 No cotidiano, é comum ver alguém cutucando repetidamente o outro para chamar atenção, tocando no braço várias vezes durante uma conversa, interrompendo, insistindo, invadindo pequenos espaços que deveriam ser preservados. E quase sempre isso vem disfarçado de proximidade, simpatia ou espontaneidade. Mas existe uma linha muito tênue entre ser caloroso e ser invasivo.


 A boa educação também passa pela forma como ocupamos o espaço do outro.


 Elegância não é apenas saber se vestir bem. É saber se comportar. É perceber que nem todo toque é necessário. Que nem toda insistência aproxima. E que respeito, muitas vezes, está justamente na sutileza.


 Um olhar atento costuma funcionar melhor do que vários tapinhas no ombro. Um leve aceno é mais gentil do que puxar alguém pelo braço. Chamar pelo nome, em tom educado, demonstra mais refinamento do que elevar a voz ou repetir “psiu” diversas vezes.


 Pessoas não precisam ser acionadas como telas sensíveis ao toque. É elegantíssimo se fazer notar sem causar desconforto, entender que educação é também perceber limites invisíveis.


 E para que você nunca mais seja invasivo, existe um padrão universal que vale em qualquer lugar do mundo. A distância de até 50 centímetros de outra pessoa está reservada apenas para pessoas íntimas, do convívio pessoal. Interações sociais e profissionais precisam respeitar a distância mínima de 50 centímetros, ou seja, aproximadamente um braço esticado de distância. Já em interações públicas, como eventos, o ideal é manter pelo menos 1,30 metro entre você e as outras pessoas. Aí não tem erro.


 E isso vale para tudo: relações pessoais, ambiente profissional, eventos sociais e até atendimentos comerciais. A maneira como abordamos alguém comunica respeito, inteligência emocional e consideração.Parte inferior do formulário

(*) Larissa Almeida é formada em Comunicação Social pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pós-graduada em Influência Digital pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Durante 14 anos, trabalhou na área de comunicação e imagem em instituições como a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Senado Federal, além de ter coordenado a comunicação da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul). É consultora de imagem formada pela RML Academy (Royal Makeup Lab Academy) e pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, além de especialista em dress code e comportamento profissional por Cláudia Matarazzo e pela RMJ TRE (RMJ Treinamento e Desenvolvimento Empresarial). Siga no Instagram @vistavoce_.