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De olho na TV

Fantástico momento piegas na tela

Por Reinaldo Rosa | 21/12/2015 10:33

ZAPEANDO – Controle remoto não teve descanso na noite deste domingo; o 'Fantástico' – show da vida – foi um chute no SAC – Serviço de Atentado ao Consumidor. Papai Noel, de todos os matizes e funções, tomou a maior parte do programa com dramas e conquistas típicas de relatos e testemunhos de seguidores da IURD.

TAMU JUNTO – Principal atração das noites de domingo da Globo, tal e qual o 'Jornal Nacional', cai pelas tabelas de audiência. O 'JN' mantém o Ibope (cada vez menor) por vício do telespectador. Em termos qualitativos, o 'Jornal da Band' supera em editorial e reportagens exclusivas.

MÚLTIPLA ESCOLHA – A comunicação de Mato Grosso do Sul andou a passos lentos neste ano. O jornalismo de rádio e televisão registrou parcos momentos de matérias próprias de cada emissora. Entra-e-sai de Bernal; 'Operação Lama Asfáltica'; a 'Porta dos Fundos', de Gilmar Olarte; prisões de pessoas – mais ou menos – importantes – e a falta de um muito importante – foram temas recorrentes em emissoras do Estado.

NA COLA – Mídia impressa também correu pelos mesmos corredores de notícia. O mercado de informações exclusivas e reportagens investigativas sofreu sensível – e clamoroso – empobrecimento. Sem nunca ter sido tão rico. Diga-se.

COM LOUVOR – O órgão que mais produziu informações investigativas neste ano foi, sem dúvidas, o do GAECO –Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.

À PARTE – Se a comunicação televisiva (principalmente) deixou a desejar, reconheça-se o esforço de jornalistas contratados pelas emissoras. A coluna recebeu reclamações de profissionais pressionados a 'não mexer com isso', emanados da alta direção de famosa repetidora local. O assédio moral resulta em telejornais capengas. E frustrante para quem chega esbaforido às redações e encontra o censurado Manual de Redação da empresa.

FORA DO AR – Stress não é causa desconhecida por profissionais da imprensa regional. Estranhamente, apenas não é informação digna de nota. Falta ousadia editorial e de apoio técnico e de equipamentos dá nisso.

BAIXA ESPECTATIVA – A geleia geral –e real – do jornalismo, no mês mais inebriante do ano, não registra maiores expectativas para o novo período que bate à porta.