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De olho na TV

Noticiário morno e tendencioso é a morte do telejornalismo

Por Waldemar Gonçalves | 06/06/2016 11:19

WHO’S WHO - Marcello Rosa, apresentador do ‘MSTV1ª’, na TV Morena, juntamente com Bruna Mendes, é outro profissional originário da TV Anhanguera. Deixou a emissora sob a alegação de, à época, manter contrato com o governo do Estado de Goiás.

O QUE DIGO - O jornalista era apresentador do ‘Jornal Anhanguera’. A cúpula do Grupo Jaime Câmara avaliou que ligação de profissionais com governos “perde a independência”. Como todo veículo de comunicação, a retransmissora da Rede Globo em Goiás tem os governos estadual e municipal – e outros poderes – como maiores anunciantes. ‘Não faça o que eu faço’ também é lei naquelas bandas.

LÁ E CÁ - Nenhum jornalista do Grupo Jaime Câmara se manifestou sobre a demissão do colega em blogs e redes sociais. Como sempre acontece em afiliadas Globo. Com o Jornal Opção.

FIGURINO – Em Campo Grande é notória a presença de profissionais de rádio em órgãos do Executivo e Legislativo. O lado inebriante de notícias se faz sentir em certos rádiojornalismos da Capital. Às favas o escrúpulo, diria Jarbas Passarinho para este fato.

CONFORME AUTORES - A opção pelo formato de revista, presente em telejornais, mostra certo descompromisso com o real valor dos fatos. Sem investigar acontecimentos importantes do cenário politico regional, o ‘Control C, Control V’, impera em divulgações (da Operação Coffee Break, por exemplo), com o devido estardalhaço.

MAIS UM - Rodrigo Nascimento, por enquanto, segue em substituição ao deputado Maurício Picarelli no ‘Cidade Alerta’, pela Rede MS. O programa continua com a mesma temática do noticiário policial que, há algum tempo, rende boa audiência para a retransmissora da rede Record.

DA FRONTEIRA – Rádio Cultura de Paranaíba registra salto de qualidade na programação com a inserção do Jornal do horário do almoço. Há cerca de três meses no ar, o informativo tem editoria aprovada por ouvintes da região do Bolsão.

CALHAU – Com discutida participação no ‘Caso Gisa’, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta foi a Londres explicar que “o impeachment de Dilma não foi golpe”. Imprensa escrita, falada e televisada não fez nenhum tipo de análise particular sobre o fato.