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05/04/2019 06:35

60 e tantos: sono saudável, envelhecimento saudável

Mário Sérgio Lorenzetto
60 e tantos: sono saudável, envelhecimento saudável

Sabemos que uma alimentação adequada, a atividade física e evitar hábitos insanos são importantes para nossa saúde - presente e futura. Poucas vezes pensamos no quarto fundamental pilar: o sono. Como não há uma indústria potente faturando com o sono, ao contrário dos outros três pilares, criaram o Dia Mundial do Sono. O dia 15 de março é celebrado no mundo - é claro que não no Brasil - como o dia que todos devemos refletir sobre sua importância.
Nem mesmo os médicos lhe dão importância nas consultas. Perguntam sobre nossa alimentação, exercícios, bebidas... nunca sobre o sono, mesmo sabendo que o sono é decisivo para uma vida saudável.

60 e tantos: sono saudável, envelhecimento saudável
60 e tantos: sono saudável, envelhecimento saudável

Na infância serve para o amadurecimento do cérebro. Na velhice, para a limpeza cerebral.

Há muito sabemos que o sono infantil é decisivo para o amadurecimento cerebral e os processamentos neuro-sensoriais. Na velhice, o sono funciona na consolidação da memória - sono ruim é igual esquecimento - e na reparação de funções que levamos a cabo durante o dia. Imagine que não limpe tua pele. Com o tempo, terá uma pele envelhecida. O mesmo ocorre com o cérebro. O sono é a etapa onde ocorre uma "limpeza"de produtos que devem ir para o "lixo", especialmente de radicais livres e beta-amiloide.

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O sono vai mudando ao longo da vida.

Já disseram que não há como escapar dos impostos e nem da morte. Para os impostos, essa é uma meia verdade. E esqueceram da falta de sono para os idosos. Essa é uma eterna reclamação, mas é incorreta. Não há falta de sono na velhice, há uma mudança genética e circadiana (o famoso relógio do corpo). Há uma tabela de sono que deixa clara a mudança das horas de sono com que temos de viver. Um recém-nascido deve dormir entre 14 e 17 horas. Entre os três e cinco anos, a criança dormirá de 10 a 13 horas. Para os que têm de seis a treze anos, a quantidade de horas de sono será de 9 a 11 horas. Na adolescência, de 8 a 10 horas. Na idade adulta, oscila entre 7 e 9 horas. Para os acima de 60 anos, é normal termos 6 horas de sono, chegando a 8 horas, no maximo. Não há do que reclamar. É normal. Esqueçam a juventude dourada quando tinham 8 a 10 horas de sono.

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Adeus ao sono continuo.

Também há diferença no sono continuo. Dormir de "um tiro só" se torna uma recordação cada vez mais distante. É frequente despertar ao longo da noite, a fragmentação do sono é comum e normal.
Os raros especialistas em sono indicam que devemos nos preocupar quando há sensação de cansaço físico ou mental durante o dia, se ficamos irritáveis facilmente ou se temos dificuldade na concentração. O melhor sono é aquele que nos mantém alertas e dinâmicos durante o dia, independentemente das horas que dormimos e de quantas vezes nos levantamos durante a noite.

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A deficiência de sono é "irmã" de uma longa lista de enfermidades.

Por outro lado, dormir mal a longo prazo, favorece o surgimento de ansiedade e depressão, ganho de peso, hipertensão, elevação do colesterol e da glicemia, infartos e enfermidades neurodegenerativas, como o Alzheimer. Nesse caso, só há uma alternativa: procure um médico que entenda de sono, não qualquer medico - a maioria não se interessa por esse pilar da vida saudável - mas um médico que o estude.

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