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03/09/2017 09:00

A hora e a vez das formigas ou Dai-nos o sensacionalismo de cada dia

Mário Sérgio Lorenzetto
A hora e a vez das formigas ou Dai-nos o sensacionalismo de cada dia

Finalmente as formigas conquistaram seu lugar no mundo. Estão dominando a política. Pelo menos é isso que vem ocorrendo nos Estados Unidos e na Espanha. No país dos "Brothers" uma formiga bem brasileira vem fazendo sucesso. As formigas de fogo, típicas de nossa Amazônia, ocuparam o centro do debate que tomou conta dos EUA com as enchentes no Texas. É claro que essas formigas são invasoras - quem diria, o Brasil invadiu os EUA com formigas - até a década passada eram desconhecidas em terras texanas. Por sua imensa capacidade de se aglutinar em uma massa flutuante nas águas que invadiram as terras e por serem venenosas, conquistaram os espaços na mídia norte-americana. Ganharam a cena, roubaram o espetáculo dos saltos altos da esposa do Trump que cometeu a "desfaçatez" de visitar os locais dos sem tetos da chuvarada, usando sapatos não condizentes com o momento.
Já no país dos "Hermanos" uma formiga invadiu a redoma onde está a estátua denominada "Dama de Elche" no Museu Arqueológico da Espanha. Ainda não sabemos se essa formiga é de esquerda ou de direita, mas é uma formiga que serviu para levantar a bandeira separatista. Acusam o governo espanhol de centralizador e incapaz de manter uma formiga longe da estátua.
É chegado o momento de reiventar a política. Ou de reiventar os Estados Unidos, a Espanha... e o Brasil que só sabe copiar modelos de destruição. É preciso reiventar alguma coisa. Qualquer coisa.

A hora e a vez das formigas ou Dai-nos o sensacionalismo de cada dia

Tratado inculto sobre furacões, ciclones, chuvaradas e outras tormentas.

É possível considerar que, se a chuvarada que vem caindo no Texas, ou que venha a cair em qualquer lugar no Brasil, não tivesse encontrado uma terra escavada, nivelada, dragada, desmatada, saqueada, seus efeitos teriam sido menos nefastos. Aparentemente há um acordo sobre esse conceito. O que desencadeia o debate é saber se um furacão aqui, um tsunami ali ou qualquer outro fenômeno climático que assuste a população é ou não consequência do superaquecimento do planeta. Esclareça-se que não sendo detentor de qualquer conhecimento científico nessa área, estou convencido que algumas condições de maus cuidados com o ambiente podem provocar fenômenos que não teriam acontecido sem a nossa ganância. Mas também não é possível desconsiderar que tornados, ciclones, tufões e assemelhados sempre existiram. Lembremos que nos séculos passados ocorreram cataclismos tremendos, que mataram dezenas de milhares de pessoas e que talvez tenham ocorrido com o mesmo intervalo de tempo que se verificou entre um tsunami asiático e uma tormenta Harvey (a imprensa norte-americana dá nome a suas chuvaradas, geralmente de mulheres). De alguns ouvimos até falar, de poucos nasceu até uma literatura, como os terremotos de Pompéia e de Lisboa. Sobre outros circularam noticias imprecisas e aterrorizantes, como a erupção do Krakatoa, mas ao fim e ao cabo é possível supor que dezenas e até centenas de outros cataclismos tenham ceifado litorais e populações distantes enquanto o mundo tratava de outros assuntos. O que acontece, portanto, é que no mundo globalizado a rapidez da informação permite o conhecimento imediato de qualquer evento trágico ocorrido até no canto mais remoto do globo, dando a impressão que hoje em dia acontecem muito mais cataclismos que antigamente.

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A verdadeira mulher do padre.

Catarian von Bora era uma jovem freira. Era 1525, Lutero era nessa época o padre mais famoso do mundo. Já havia sido excomungado e estava em rebelião aberta contra a igreja católica. Dezesseis anos mais nova, Catarina casou-se com Lutero. A igreja explorou o casamento com o mesmo padrão que hoje os jornais sensacionalistas dão manchetes para casamentos de artistas e de atletas. Sensacionalismo. Mas quem foi essa moça que teve a coragem de fugir do convento e depois aceitar o que os católicos veriam como o casamento mais vergonhoso da era? Esse tipo de comportamento poderia acabar na fogueira. Catarina é hoje lembrada como uma figura insólita em um momento insólito. Uma mulher independente quando quase todas eram profundamente dependentes.




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