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Em Pauta

Afinal, quem é Tedros Adhanom, o homem da OMS?

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 18/05/2020 07:38
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Quando, em 2017, Dr.Tedros, como é conhecido na OMS, se tornou o oitavo diretor geral da Organização Mundial da Saúde, não imaginava que um vírus o colocaria no centro das atenções mundiais.
A pandemia é agora uma realidade e sua disputada cadeira - com salário de R$134 mil mensais - passou a ser um incômodo. Todos seus gestos e declarações passaram a ser vistos com lupas. Se recebe muitos aplausos, também há críticas veementes. Nada demais para o homem que resolveu, há tempos, nomear embaixador da boa vontade o ditador do Zimbábue Robert Mugabe.


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Ex ministro da Etiópia.

Mas não deve ser fácil para o Dr.Tedros, ex- ministro de uma ditadura, onde não há imprensa livre, ser chamado de "lacaio dos Estados Unidos", para, em seguida, ser acusado de defensor da China. Afinal, qual o lado do Dr.Tedros? Dentro da OMS, há quem entenda que suas últimas declarações em favor da China foram desnecessárias. Mas há o lado oposto, aqueles que desejam levar o apoio chinês - que até então, não tinha ocorrido - para essa importante instituição mundial. É no meio dessa disputa pelo poder mundial que o Dr.Tedros, formado em seu país e com pós graduação em microbiológica na Inglaterra, tem de saber conduzir os destinos da OMS.


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O apoio da China e dos Irmãos da União Africana.

É um fato que a candidatura do Dr.Tedros à cadeira da OMS não teria sucesso sem o apoio de Pequim e dos "Irmãos da União Africana", uma organização por ele presidida em 2013. Tedros, um especialista em malária, tinha conseguido excelentes resultados na queda da mortalidade infantil e na abertura de postos de saúde em seu país.


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Ex-colaborador do Fidel Castro africano.

A vitória de Tedros na OMS foi retumbante. Nem a acusação feita pelo New York Times de que ele havia escondido três epidemias de cólera na Etiópia, nem o fato de que era membro de uma ditadura que colocou quase todos seus opositores na cadeia, serviu para lhe retirar votos. Longe de sentir-se incomodo, Tedros alardeia ter sido um estreito colaborador do líder guerrilheiro Meles Zenawi, uma especie de Fidel Castro em versão etíope e maoísta.


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A carreira com apoio dos Estados Unidos.

Nada mais inocente acreditar que os EUA não negociam com partidos à esquerda. Tedros era membro da Frente de Libertação do Povo Tigray e foi com esse partido de esquerda que chegou ao poder. Mas soube cultivar o apoio de inúmeras personalidades e de empresas norte-americanas. A mais renomada escola de saúde pública do mundo - situado em Harvard - o condecorou. Também recebeu outras tantas homenagens e prêmios de universidades dos EUA. E soube conquistar subsídios de empresas norte-americanas e chinesas ao mesmo tempo. Muito antes de assumir a OMS, Tedros já era visto como o homem da saúde no continente africano.


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Sai governo Trump, entram as maiores fortunas do Vale do Silício.

Trump retirou o apoio e o dinheiro dos EUA da OMS. Aquilo que aparenta ser uma luta ideológica, nada mais é que o subterfúgio para esconder interesses financeiros e sanitários. A vacina mostrará a realidade. Todavia, na mesma hora que Trump saiu da OMS, as maiores fortunas do Vale do Silício passaram a colocar milhões de dólares em sua conta. O Dr. Tedros, um homem notoriamente de esquerda, sabe como navegar nos mares turbulentos dos empresários mais ricos do mundo.