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Em Pauta

As pesquisas com medicamentos anti-coronavírus estão atrasadas

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 15/08/2020 07:35
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

À medida que os casos com coronavírus aumentam ou se mantem nos mesmos patamares, os medicamentos são necessários mais do que nunca, as pesquisas dos mais promissores medicamentos estão demorando mais do que o esperado. Os atrasos nos testes para detectar que uma pessoa está infectada, falta de cientistas, restrições de espaço e pacientes relutantes estão complicando os esforços para testar os anticorpos monoclonais, drogas feitas pelo homem que imitam os soldados moleculares produzidos pelo sistema imunológico humano.


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Regeneron e Eli Lilly admitiram o atraso.

A Regeneron é uma empresa farmacêutica de ponta, hightech, situada em Nova York. Eli Lilly, de Indianápolis, é seu inverso, uma tradicional indústria farmacêutica. Ambas receberam US$500 milhões do governo dos Estados Unidos para criar anticorpos monoclonais. A Regeneron tinha dado o prazo de final de agosto para colocar no comércio seu produto, agora diz que só conseguirá apresentá-lo no final de setembro ou pouco depois. A Lilly tinha dado o prazo de final de setembro para apresentar sua versão de anticorpo monoclonal, diz agora que só conseguirá colocá-lo à disposição do público no final do ano.


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Um medicamento que impeça a mortalidade.

A imensa maioria dos cientistas e dos governantes vem depositando suas esperanças em algum anticorpo monoclonal. Há centenas de pesquisas sendo desenvolvidas, as mais avançadas são as duas norte americanas. É claro que também há drogas chinesas sendo pesquisadas, mas não há notícias relevantes a respeito delas.
Embora grande parte do foco do mundo esteja na corrida para criar uma vacina contra o coronavírus, novos medicamentos também podem ajudar a conter a pandemia, tornando a doença menos mortal ou até mesmo impedindo os óbitos. Como os medicamentos são normalmente testados em pacientes doentes, em estudos com poucas pessoas (em comparação com as vacinas), todos acreditavam que eles seriam mais rapidamente desenvolvidos que as vacinas.


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Não conseguem pacientes.

Os testes para confirmar a presença do coronavírus estão impedindo o desenvolvimento das drogas da Regenron e da Lilly. De acordo com as regras do estudo da Regeneron, um paciente deve ser tratado com seus anticorpos monoclonais dentro de 7 dias do início dos sintomas. Os anticorpos da Lilly devem ser administrados em, no máximo, 3 dias depois do teste de confirmação do coronavírus. Não estão conseguindo pessoas infectadas nas datas certas devido ao atraso dos testes de confirmação da doença. Também não conseguem contratar a quantidade de médicos necessária para os estudos, estão todos na linha de frente dos hospitais, sem tempo para estudos.