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02/08/2017 07:11

Breve Bestiário do futebol amador

Mário Sérgio Lorenzetto
Breve Bestiário do futebol amador

Não existe uma só cidade brasileira onde não exista futebol amador. Não há um bairro onde ele não seja praticado. Quase todos iguais. É possível criar um mostruário (ou monstruário) de personagens que são obrigatórias nesses times onde a cerveja é o premiação almejada.

1. O grilo falante. Protesta de tudo. Reclama de tudo. Jamais se cala. Sempre há um grilo falante em cada equipe. Um jogador rival controla a bola com o peito a 40 metros de distância de sua posição e ele grita pedindo mão. Tudo lhe parece que vai mal.

2. Esqueceram do goleiro. Não há regra mais duradoura no futebol: o goleiro é o "grosso", aquele que não consegue controlar a bola com os pés. Os times são formados às avessas... o goleiro é o último a ser escolhido. Triste figura embaixo dos paus. Uma silhueta desenhada pela chuva. Um borrão.

3. O profissional. Acredita que está em outra partida, provavelmente em uma transmitida pela televisão. Põe a mão na boca para falar. Tenta enganar o árbitro. É fascinante, o jogo é uma diversão e ele só ganha encrenca, mas age como se fosse um Ronaldo em campo. Um árbitro que só ganha xingamentos e vaias e cuja máxima preocupação é terminar o jogo o mais rápido que for possível... e aparece o "profissional" fingindo um pênalti. Acredita que é meritório fazer trapaças em uma partida sem público às vinte horas de um domingo. É possível imaginá-lo chegando em casa e dizendo à esposa e filhos: "Destruí, ganhei o jogo sozinho".

4. O fenômeno. Imagina que estão gravando a partida e essa será sua última chance na vida para o estrelato. Não dá um só passe no pé, é muito fácil para ele. Têm de buscar a jogada a impossível, aquela que não será esquecida durante a verdadeira partida que a ingestão de litros de cerveja. Jogar fácil é insípido. Têm de tentar a jogada genial. Os demais jogadores, é claro, devem ser pacientes e correr para recuperar a bola sem reclamar que ele sempre perde.

5. O gordo. Sempre há um gordo. Lhe custa mover-se, mas ele se esforça ao máximo que seu corpo permite e assume suas limitações. É sempre simpático. É nobre pois parecer ser o único que entende que a verdadeira partida é a que vem depois do futebol: muita cerveja e o maior sonho - uma suculenta picanha.

6. O violento. Se desespera por qualquer animosidade. Quando recebe uma falta, a devolve com violência, sem pensar que pode deixar o jogador adversário por uma semana sem trabalhar. Seu ditado predileto é uma perfeita imbecilidade: "O que acontece no campo de futebol fica no campo". Para ele, não há vida depois da partida de futebol, há pugilato.

7. O árbitro. É a triste figura no campo. É um enigma a ser decifrado. Jamais será aplaudido. Nunca idolatrado. Resta-lhe ser odiado e xingado, sem ganhar um relés centavo. A cerveja lhe é servida quente. Mas ele persevera. Está presente em todas as partidas. Nem Freud explica.

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Do robô grego ao japonês

A palavra "robô" surgiu em 1921. Foi empregada pela primeira vez pelo tcheco Karel Capek, na peça teatral " Russomovi Univerzální Roboti", onde os "roboti" se revoltavam. Mas a ideia de robôs é muito antiga. Já estava na mitologia grega. Hefesto, o deus das forjas, era um exímio construtor de robôs. E havia Talos, uma máquina robótica gigantesca de bronze, semelhante a um homem, que era um "policial", patrulhava a ilha de Creta para proteger a deusa Europa. Talos foi destruído pela feiticeira Medeia. Ela o convenceu a retirar uma unha, soltando todo seu líquido corporal. Robôs tão avançados como Talos pertenciam ao mundo dos mitos, como até agora continuam a pertencer às aspirações da humanidade. Hoje, a inteligência dos mais complexos robôs vai pouco além da instalada em um telefone celular. Os robôs, apesar de sua imensa fama, continuam a ser figura de imaginação.

Da Grécia para o Egito. O lugar mais avançado em tecnologia por muitos séculos foi Alexandria - aquela cidade que tinha a maior biblioteca do mundo, terra para onde afluíam os homens mais inteligentes de então. No século III a.C., o engenheiro Ctesíbio de Alexandria inventou os relógios cuco. Trezentos anos depois, seu conterrâneo, Heron de Alexandria, criou teatros automáticos que tocavam música, tinham miniaturas humanas, de animais que se moviam, jorravam água e vinho e seguiam uma programação. Pois é, esse teatro era programado, tinha uma configuração de cordas e de engrenagens possíveis de serem mudadas.

A ideia dos robôs continuou na Idade Média. Na Turquia, no século X, o trono do imperador era cercado de leões e pássaros que rugiam e cantavam automaticamente quando ele se sentava. No Renascimento, Leonardo da Vinci, construiu uma armadura capaz de dar tapas em pessoas. E a ideia chegou ao Japão. No período Edo, iniciado em 1603, o Japão havia adotado a política do isolamento. Fechou suas portas. A exceção estava no porto de Nagasaki, onde comerciantes holandeses podiam aportar para vender produtos europeus. Eles levaram ao país do Sol Nascente relógios cuco e outros brinquedos automáticos. Engenheiros japoneses, copiaram e melhoraram, como haviam feito com arcabuzes, essa máquinas e passaram a criar os "karakuri", os primeiros robôs japoneses. É, a fascinação dos japoneses pelos robôs é muito mais antiga do que alguns pensam.

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Nosso futuro sexual com os robôs

A Fundação para uma Robótica Responsável em conjunto com professores de tecnologia e ética acabam de divulgar um informe visando debater o futuro sexual dos humanos com os robôs. O trabalho analisa criticamente os robôs existentes no mercado bem como dos extremos que os humanos podem chegar quando se trata de sexo. A grande polêmica que levantaram não é da utilização de robôs para a prática sexual de maneira geral, mas da pedofilia. Também mostram que não existem enquetes que mostrem o que pensamos sobre esse tipo de relação, há pesquisas que mostram que apenas 9% das pessoas estariam dispostas a ter sexo com robôs. Todavia, há outras que mostram o inverso, uma delas diz que 75% das pessoas dispõem-se a ter relações sexuais com máquinas. Só existem pesquisas nos Estados Unidos, Alemanha, Grã Bretanha e na Holanda e seus resultados não são minimamente conclusivos.

O informe analisa os quatro modelos de máquinas para o sexo disponíveis no mercado - custam entre US$5.000 e US$15.000 - e os critica como "incapazes de desenvolver uma conversação que pareça normal". Apresenta muitas críticas. Além da aventada possibilidade de promover a pedofilia com a construção de bonecas de crianças, ainda argumenta que os robôs sexuais tendem a fazer das mulheres um objeto. Também a legalidade de alguém transitar com as bonecas infantis, entendem que nos Estados Unidos elas seriam de livre comercialização, mas proibidas no Canadá. Mas pensam que não podemos deixar de debater esse assunto pois à partir da construção de um robô que cria uma réplica da atriz Scarlett Johasson, esse comércio evoluiu enormemente.




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