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09/10/2017 07:01

Como acabar com as drogas? Um país conseguiu

Mário Sérgio Lorenzetto
Como acabar com as drogas? Um país conseguiu

O Brasil e tantos outros países continuam em guerra contra as drogas. Foram todos derrotados há dezenas de anos e não querem baixar as armas ou procurar outras soluções. Uma nova rodada de pesquisas surpreende: o responsável por essa guerra é o consumidor de drogas e não o traficante. Se buscássemos alternativas às balas encontraríamos a solução islandesa.
Há 20 anos os adolescentes islandeses eram os que mais bebiam na Europa. Ninguém caminhava pelo centro de Reikjavic - capital da Islândia - nas sextas- feiras à noite pela insegurança. Havia uma multidão de jovens embebedando-se a vista de todos. LSD e maconha rolavam nas ruas da Islândia.
Atualmente, a Islândia ocupa o primeiro lugar na lista dos países com mais adolescentes com vida saudável. O percentual de jovens que ficou bêbado caiu de 42%, em 1998, para 5%, em 2016. No mesmo período, o percentual de quem fumava maconha caiu de 17% para 7%.
O país conseguiu mudar a tendência por uma via ao mesmo tempo radical e empírica. Foi realizado o estudo mais extraordinariamente intenso e profundo sobre o estresse na vida dos adolescentes que nunca havia sido realizado. Se fosse adotado no Brasil, o modelo islandês seria benéfico para o bem estar psicológico e físico dos jovens. A tese é simples: mudar de "vício". Dar reais condições para o jovem "viciar-se" em esportes, artes, dança, instrumentos musicais, lutas ou naquilo que bem entenda. Mas o trabalho é intenso e dispendioso: nunca pode parar e dão aos jovens dinheiro - em um cartão especial - para que só possa gastar nos centros de artes, esportes e outros que são devidamente cadastrados pelo governo. Algo como R$1.000 são entregues para os jovens de determinadas camadas sociais mensalmente. Veja bem, esses centro não pertencem ao governo, são particulares. Por outro lado, não basta aos governantes realizarem suas tarefas. A decisão do que e onde os jovens estarão após o período escolar é tomada por cada escola e pelos pais dos alunos, em cada bairro e em cada cidade. Continuamente. Há quase 20 anos nunca parou. O governo continua fazendo as pesquisas para saber o que os jovens desejam fazer. A entrega do dinheiro para os jovens é ininterrupta. Os pais e professores reúnem-se mensalmente para verificar como cada jovem está se comportando. Mas a tese não para aí. Os islandeses dizem que sem o companheirismo dos pais esse esforço pode ser em vão. Gradativamente, os pais passaram a acompanhar a vida dos filhos. Hoje, esse percentual está em 46%. Outra dura lição diz respeito aos horários que os jovens podem ficar fora de suas residências. Aprovaram leis que proibiam que os adolescentes entre 13 e 16 anos saíssem depois das 22 horas no inverno e depois da meia-noite no verão. A norma segue vigente na atualidade. "Casa e Escola", um organismo nacional que agrupa as associações pais e mestres estabeleceu acordos que os pais tinham de assinar. O conteúdo desse documento varia de cidade para cidade, de escola para escola, cada um pode decidir o que deseja incluir nesse rol de responsabilidades. Por exemplo: não permitir que os filhos façam festas em casa sem supervisão de um dos pais. Esses acordos, assinados, sensibilizam os pais mas também ajudam a reforçar sua autoridade em casa. Há dezenas de cidades na Europa e em outros países que adotaram o modelo islandês de combate às drogas. A opção é a derrota das armas.

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Ícone do LSD virou estrela cadente.

Timothy Leary, o maior propulsor e incentivador do uso de LSD nos anos 60, ficou tão empolgado com a ideia de virar uma estrela cadente, de ir para o espaço profundo, que pulou de sua cadeira de rodas, afirmando: "Finalmente, vou ser a luz!". Ele não tinha digerido um comprimido de LSD e já era 1997. Mas virar uma estrela cadente já não é segredo, basta um pouco de dinheiro e esperar na fila. Uma longa fila. A proposta de virar estrela é para após a morte. Ser "enterrado" fora da terra, em uma viagem cósmica.
O primeiro homem a ser "enterrado" fora da terra foi o astrônomo Eugene Shormaker, que treinou astronautas da Apollo. Em 1998, um ano após sua morte, seu corpo foi de carona em uma missão da NASA. Já foram 14 missões, com preços entre R$4 mil e R$ 39 mil, para enterrar humanos fora da terra. Os preços variam de acordo com o local da "sepultura". Se for orbital ou sub-orbital, o candidato a estrela pagará entre US$ 1300 e US$5000. Nas proximidades da lua, o preço é bem mais elevado, chegando a US$ 12.000. Mas aquele que desejar ter seu corpo no espaço profundo, viajarão para sempre na galáxia, terão de desembolsar algo como US$ 13.000. Mais de 1.200 pessoas, de 25 países, já foram enterramos dessa forma. Só falta a "última etapa": a viagem para o espaço profundo ocorrerá no final de 2018. Há outra, que não chegará ao espaço profundo, marcada para novembro deste ano. Estão lotadas. Das estrelas viemos. Para as estrelas voltaremos.

Como acabar com as drogas? Um país conseguiu

Parecem pequenas estrelas. Ou vaga-lumes. Um enxame inteiro.

Ele iria orbitar a Terra três vezes, em pouco menos de cinco horas. E tinha muito o que fazer. John era da Marinha. Um herói de guerra. Homem movido por deveres: sim, senhor; não, senhor. O homem certo para aquela tarefa, se a tarefa era verificar periodicamente monitores, aparelhos, e acompanhar a atividade da espaçonave e dos homens no espaço. Mantendo o tempo todo, os olhos no trabalho, enquanto a Terra voa pela janela.
Enquanto a aurora vira dia, vira noite, vira aurora, mundo afora. Enquanto brancos rios de bancos de nuvens se torcem e se movem sobre Brasília, ou Paris ou Xangai.
Mas em algum ponto do Pacífico Sul, algo chamou a atenção de Glenn. Ele atravessa um campo de minúsculas luzes. Parecem pequenas estrelas. Ou vaga-lumes. Um enxame inteiro, que parecia segui-lo. Literalmente milhares.
Quando John Glenn desceu de novo à Terra e fez seu relato ao pessoal da Nasa e conversou com a imprensa e com o presidente, nem ele, nem qualquer outra pessoa tinha uma explicação adequada para o que viu lá do alto.
E o mistério não o abandonou. Mas ele era um homem à vontade com os mistérios. Homem de uma fé profunda. E veio a escrever que sua experiência no espaço, e com os vaga-lumes cintilantes, reafirmou essa fé.
Ninguém podia ver o que ele viu. Disso ele tinha certeza. E não acreditar em milagres.
Ele disse a mesma coisa cerca de trinta e cinco anos depois, quando foi de novo para o espaço aos setenta e sete anos de idade.
Mas àquela altura já tinham resolvido o "Mistério de Glenn". Não eram vaga-lumes do espaço sideral. Não eram serafins brilhantes que escoltavam um homem de fé. Não era um ET, alguma lúcida inteligência além da nossa.
Era xixi.
A urina de John Glenn, expelida da cápsula espacial e congelada. Que pegava sol, e então parecia emitir brilho próprio. Portanto, nada de milagre. Apenas um sujeito de quarenta anos fazendo xixi enquanto voava a trinta mil quilômetros por hora, a mais de duzentos quilômetros acima da Terra. Em uma cápsula de alumínio. Isso sim, era um milagre.



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