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13/01/2019 12:18

Como preparar a cidade para a próxima geração de idosos

Mário Sérgio Lorenzetto
Como preparar a cidade para a próxima geração de idosos

A população idosa de Campo Grande já soma 100 mil habitantes. Representa 11% do total de 874 mil, conforme dados do IBGE. Já é historicamente a maior parcela de idosos que a cidade já teve e aumentará exponencialmente. O Brasil tem a quinta maior população de idosos do mundo. E não existe governante ou parlamentar que pense neles.

Passamos a vida tentando alargá-la, esforçamo-nos para chegar ao tempo da velhice ao mesmo tempo que veneramos a formosura da juventude. Deixamos de lado os sonhos, os desejos, para quando já é difícil mover-se sem que alguma parte do corpo apresente uma dor.

No dia a dia, salvo para alguns poucos afortunados, a velhice tende a ser um estado doloroso, em geral triste, muitas vezes solitária e quase sempre sábia.

Como preparar a cidade para a próxima geração de idosos
Como preparar a cidade para a próxima geração de idosos
Como preparar a cidade para a próxima geração de idosos

Perguntas e mais perguntas que as autoridades não respondem.

Que fazemos com esse patrimônio? Como os idosos vivem na cidade? Os governantes devem tratar seus idosos como são tratados por seus familiares? Essas relações –com governantes e familiares– são iguais? Poderia ser de outra maneira? Valeria a pena chegar à velhice se a cidade contribuísse para melhorar a vida cotidiana de seus idosos?

Há anos, esta coluna vem defendendo que a convivência de idosos com crianças é sempre vitoriosa. As melhores cidades do mundo são aquelas que pensam nesses dois grupos sociais. Idealizar as cidades pensando na tranquilidade e segurança que necessitam idosos e crianças melhora a vida de todos os cidadãos. Vejamos um exemplo concreto. Um exemplo premiado mundialmente que Campo Grande teve, um dia, em sua tradição de bem viver.

Como preparar a cidade para a próxima geração de idosos

As largas calçadas de Turó de Rovira são exemplares.

Turó de Rovira é um dos três montes que envolvem Barcelona. Há alguns anos, essa localidade ganhou o Prêmio Europeu de Espaço Público por criarem o que denominam de ruas-praças. Nada mais é do que as calçadas ampliadas que temos em alguns, poucos, bairros de Campo Grande –como no Jockey Club. Um projeto antigo e admirado por todos que não evoluiu para as demais regiões da cidade.

A ideia é facilitar a mobilidade, melhorar a convivência, construindo lugares de reunião com uma intervenção mínima: deixando espaço para colocar cadeiras.

Em Turó de Rovira e em algumas ruas do Jockey Club campo-grandense, os idosos têm na rua a extensão de suas casas. Um lugar para tomar sol, ver passar e conversar com vizinhos. Os vizinhos tem esse aviso: saber que seus idosos,estão acompanhados. As crianças brincam com eles e, o mais importante, aprendem que o importante em um bairro é poder compartilhar as ruas.



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