ACOMPANHE-NOS    
JUNHO, SEXTA  05    CAMPO GRANDE 19º

Em Pauta

Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 31/01/2014 08:24
Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações

Mercadante em Campo Grande, 04 outubro de 2013, “Vocês não vão ganhar no grito!”

Ainda assim, a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) vive um período de bem-aventurança. Em Campo Grande, no dia 04 de outubro passado, Aloízio Mercadante afirmou que o governo federal não tem recursos para investir 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação. Ontem ele assumiu a Casa Civil após deixar o Ministério da Educação.

A declaração de Mercadante foi feita durante audiência pública na Assembléia Legislativa. No local havia estudantes e profissionais da educação. Alguns integravam grupo de manifestantes que pediam a saída da reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Ele foi interrompido pelo menos quatro vezes pelos manifestantes. Em uma das interrupções ao eu discurso, foi a vez de Mercadante pedir: “Gente, pelo amor de Deus, vocês não vão ganhar no grito!”

Com grito ou com a ação silenciosa, o Ministério da Educação e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul estão passando por uma época de bem-aventurança. Os números oficiais falam com clareza.

Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações

Com a movimentação do orçamento, Ensino Superior saiu ganhando

Se por um lado o Ministério da Educação reduziu suas despesas com a educação infantil de R$ 984 milhões em 2012 para R$ 608 milhões no ano seguinte, o MEC direcionou investimentos de R$ 2,6 bilhões para a graduação e pós-graduação de janeiro a novembro de 2013. O crescimento foi de 54% sobre R$ 1,7 bilhão no mesmo período de 2012.

Os anos de 2008 e 2009 foram terríveis para as contas da UFMS. Em 2008, de uma previsão de despesas no volume de R$ 258 milhões, somente R$ 24 milhões foram pagos. Ou seja, 9,5% do total. Com clareza, a UFMS deixou de pagar 90% de suas despesas. Fenômeno semelhante ocorreu em 2009. A UFMS pagou apenas 11% do que devia.

Com o ministro Mercadante e a reitora Célia Maria Oliveira, com grito ou não, a UFMS teve um crescimento excelente no orçamento. Saiu de R$ 373 milhões em 2011 para R$ 489 milhões em 2013. Foi um acréscimo de mais de R$ 100 milhões em 3 anos. Melhor ainda, inverteram a pirâmide de pagamentos. Se não pagavam em torno de 90% do eram devidos, passaram a pagar 91% em 2011; 89% em 2012 e houve uma queda em 2013, mas com um número expressivo – foram pagas 77% das despesas que estavam elencadas no orçamento. Com festa ou silenciosamente, a UFMS tem muito a comemorar.

Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações
Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações

Existe relação entre emagrecer e ficar mais rico?

De acordo com os estudos da Universidade de Ohio (EUA), pessoas que emagrecem significativamente tendem a ficar mais ricas. Em verdade, a pesquisa mostra que existe uma correlação entre a perda de peso e o enriquecimento destas pessoas, homens e mulheres, provavelmente porque a imagem pessoal favorece a ascensão profissional, o que, automaticamente proporciona perspectiva de salários mais elevados. Tantas outras pesquisas apontaram que pessoas um pouco magras ocupam cargos mais altos nas grandes empresas e órgãos públicos.

Mas existe outro fator importante, um ingrediente psicológico muito forte: a determinação. Resistir à tentação e mostrar a sociedade que você tem poder sobre a sua vida. Também faz um bem enorme ao ego. Mas também exige muita disciplina e força de vontade.

Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações

Algo de muito semelhante acontece com as pessoas que precisam quitar dívidas

Nesse caso, não precisam "enxugar medidas", mas sim despesas. Queimar as "calorias em excesso" pode ser uma referência simbólica a cortar "gastos em excesso". Tarefa difícil. Especialmente em uma sociedade consumista com inúmeros bombardeios pela mídia enfatizando a necessidade de adquirirmos diversos produtos e serviços para conseguirmos a "felicidade total".

O problema é que esta felicidade dura somente até a compensação do cheque ou o vencimento da primeira parcela. Depois é só tristeza... Pior pode ficar se você for atacado por outro desejo de consumo em pleno período de tristeza para pagar a dívida. Vira montanha, dívida em cima de dívida.

Se você já tiver feito dieta alguma vez na vida, perceberá que estamos falando do mesmo tipo de força de vontade. A convicção de que sua meta é mais importante do que os apelos apresentados pelo mundo à sua volta, a determinação de que o que você almeja é o melhor e vale o esforço.

Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações
Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações

Arroz e feijão mais baratos, mas em casa

Arroz e feijão – em casa – ficaram mais barato. E quem diz são os supermercadistas. O IPS (Índice de Preços de Supermercados) apontou que no decorrer de 2013, o preço do arroz caiu 9,05%, mas o feijão baixou 24,90%. A queda no preço do arroz foi observada, principalmente, no primeiro semestre. Nos meses de janeiro (-1,00%), fevereiro (-3,94%), março (-3,16%) e abril (-4,38%). Os principais motivos para a queda estão relacionados ao clima.

É a mesma explicação dada para o desempenho no preço do feijão, que caiu 10,75% em julho, em agosto (-10,00%); setembro (-13,31%); outubro (-9,13%); novembro (-6,94%) e dezembro (-7,59%). Mesmo com preços menores, o brasileiro consumiu menos feijão no ano passado. A estimativa ficou em 16 kg por habitante. Em 2012, eram 17 kg.

Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações

O brasileiro consome menos feijão. Já os alemães estão ‘deixando’ a cerveja de lado

O consumo de bebida à base de cevada na Alemanha caiu 2% no ano passado. São 190 milhões de litros, quando a população daquele país consumiu 9,46 bilhões de litros. O volume é o menor desde a reunificação alemã e só vem caindo desde Copa do Mundo de 2006. Como ocorreu com o arroz e feijão no Brasil, que o clima melhorou a produção, na Alemanha o inverno longo e o verão inconstante influenciaram na redução do consumo.

Também há outros motivos: encolhimento da população e preferência por outros tipos de bebida. Como forma de seduzir o consumidor, a indústria está apostando nas cervejas mistas, com sabor de limonada e cola e, ainda, nas não-alcoólicas. A indústria também procura invadir outros mercados, mas mesmo assim, as exportações caíram 3,8%.

Contra previsões de Mercadante – UFMS esbanja motivos para comemorações