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16/05/2017 07:10

Documentos secretos: os nazistas drogados

Mário Sérgio Lorenzetto
Documentos secretos: os nazistas drogados

Quando Hitler colocou em campo um exército de super-homens invencíveis, conquistou parte da Europa com relativa facilidade. Sua máquina de guerra tinha um segredo fundamental e que poucos conhecem: o uso de drogas para a melhoria de desempenho dos soldados. A escala do uso de drogas era enorme.

10 de maio de 1940, os nazistas atacam a Inglaterra, França, Holanda e a Bélgica. Usavam um novo conceito - a blitzkrieg, a guerra relâmpago. Tanques, aviões e soldados a pé atacam juntos, em alta velocidade, dia e noite, sem parar. No intervalo de apenas 10 dias eles havia conquistado territórios importantes da Holanda e da Bélgica. Tinham vencido todas as batalhas contra o maior e mais preparado exercito do mundo que era o francês, apenas 20 dias os separavam da entrada triunfal em Paris. Era fantástico, parecia impossível, o mundo estava embasbacado e atemorizado com o tamanho e velocidade das vitórias das tropas alemãs.

A blitzkrieg teve sucesso porque não parava um só instante. Os tanques alemães eram rápidos, potentes e nunca paravam. O avanço era sobre-humano. Os soldados alemães conquistavam 160 quilômetros por dia. Sem dormir ou descansar. Essa iniciativa pulverizou todas as regras da guerra. Junto com os tanques, os stukas, aviões de combate nazistas, eram conduzidos por pilotos que conseguiam outra façanha ainda mais impressionante. Arremetiam seus aviões na vertical, em uma velocidade alucinante sem desmaiar. Isso era impossível para qualquer piloto que não fosse alemão, a chamada Força G, impedia os pilotos de arremeterem na vertical sem desmaiar.

A propaganda alemã vendia a ideia de que esses feitos - sem dormir, sem parar e sem desmaiar - era a prova da superioridade racial dos povos alemães. Ninguém tinha uma explicação para essa capacidade, os aliados, no entanto, suspeitavam de que os alemães tinham desenvolvido alguma droga que era dada aos soldados para que eles perdessem o medo típico de qualquer soldado, em qualquer batalha, em todos os tempos. Só conseguiram descobrir o que era essa droga quando abateram um avião em solo inglês e puderam analisar os tabletes de uma droga que o piloto levava na mochila. Era uma droga desconhecida pelos aliados. Após alguns testes descobriram que essa droga é o que hoje conhecemos como metanfetamina. Todos os soldados do exercito e da aeronáutica alemã estavam viciados em anfetamina. Desde o primeiro dia da guerra até o ultimo. A metanfetamina é um estimulante do sistema nervoso que diminui a necessidade de dormir, de comer e aumenta a energia e o foco.

Ela já era usada pelos civis alemães pouco antes da guerra. A empresa Tammler Pharmaceuticals havia adquirido um lote da droga, em 1938, no Japão. Lançou no mercado alemão como se fosse uma droga maravilhosa que chamaram de Pervitin. Não era necessária receita medica e a propaganda da droga dizia: "Não se sinta deprimido, tenha mais energia, quando estiver cansado, tome Pervitin". Mães usavam para combater o sono. Estudantes tomavam para virar a noite.

O médico militar Otto Ranke é o primeiro a enxergar o potencial da droga para melhorar o desempenho dos soldados. Passa a convencer outros colegas que estavam no front de guerra. Em pouco tempo, o alto comando das tropas alemãs percebe os benefícios da droga e passa a usá-la em larga escala. Logo, descobrem um efeito colateral inesperado, a droga destrói a empatia, transforma os soldados em assassinos sem clemencia. Embriagados em metanfetamina, os nazistas vencem todas as batalhas. As fábricas já não dão conta da produção monstruosa de metanfetamina. Só nos primeiros dias da guerra foram consumidas mais de 35 milhões de tabletes de metanfetamina. Estavam drogados e pagariam um preço altíssimo no desenrolar das batalhas. Em poucos anos, a força da droga iria enfraquecer os soldados alemães. A destruição das fábricas das drogas, os transformariam em zumbis.

Documentos secretos: os nazistas drogados

O fogo comunitário e o capitalismo que assegura renda e emprego

Quando a penúria era grande assavam poucos pães. Durante a fartura, o fogo comunitário, trabalhava sem parar assando pães... era uma festa. As residências não dispunham de fogões ou fornos de lenha, esse papel era comunitário. Existiam locais construídos para assar pães e carnes para todos. Alguns fogos comunitários ficavam nas ruas das urbes, outros em pequenos prédios construídos especialmente para esse serviço. Existiam regras bem definidas: quem o utilizasse levava a lenha necessária para o funcionamento e deixava o local limpo e pronto para ser de novo usado.

Essa local funcionava também como uma praça de trocas e auxílios mútuos. Todos os tipos de escambo eram permitidos. Aqui, uma dúzia de ovos era trocada por um quilo de farinha de trigo; ali, uma panela grande pagava um fardo de trigo. Filho de viúva contava com o auxílio de todos para não sucumbir à fome. O mundo moderno e contemporâneo esqueceu da vida comunitária. Culpam o capitalismo. Mas existe um capitalismo dos pobres que só foi estudado pelos melhores, os demais são vassalos servis do grande e desumano capitalismo.

Aqui e ali, não poucas vezes esse capitalismo caseiro e persistente respondeu por soluções provisoriamente salvadoras para as vítimas do capitalismo de manual e de grandes teorias em suas crises desastrosas, como a de agora. A escala desse capitalismo é infinitamente menor, mas assegura renda e emprego de sobrevivência.
A teoria dos grandes diz como ganhar mais, mas não ensina como ganhar decentemente nem ensina a salvar a economia do desastre. Bom empresário não é necessariamente quem com pouco ganha muito, mas quem ganha compreendendo criticamente o ganhar e a função social do capitalismo. O capital deve criar lucros, mas deve criar empregos e salários também. Trabalho zero significa, mercado zero. Produção sem mercado significa que o próprio capitalista terá que comer o macarrão que produz, mas também os parafusos, o aparelho de ar condicionado, os pneus e as panelas vazias. Esse é o lado indigesto do capitalismo desprovido de consciência social. Cada desempregado de sua empresa é uma pessoa a menos para consumir o que ela produz.

Documentos secretos: os nazistas drogados

Uma sociedade com medo é democrática?

Os atenienses, criadores da democracia, possuíam igualdade de direitos (isonomia), no falar (isegoria) e de conquistar ao poder (isocracia). Não conheço estudo que mostre se viviam em segurança. Ao longo dos séculos, todavia, as polícias deixaram paulatinamente de serem guardiães apenas dos poderosos e passaram a guardar a vida e os pertences do povo comum. A falta de segurança passou a representar a derrota de qualquer governo. No caso brasileiro, representa a derrota de todos os governantes. Até quando uma democracia pode resistir a essa situação? Temos a polícia que mais mata. Temos a polícia que é mais assassinada. É uma polícia despreparada. Também é mal remunerada. O resultado é o medo nas ruas. A insegurança alcança a todos. Cria uma sociedade que deseja pisotear os direitos humanos dos outros, pois os seus não são assegurados pelos governantes. Acabamos todos nos transformando em carrascos quando assistimos vídeos, sem demonstrarmos emoção alguma, quando a polícia dispara contra pessoas desarmadas ou quando um policial ferido agoniza na rua.

A reforma da polícia é, talvez, a tarefa mais difícil e sempre adiada por todos os governantes. O Brasil é um país perigoso. A carreira policial é amarga e desprestigiada ao longo de toda nossa história. Chegamos ao ponto das fardas serem lavadas em suas residências sem as expor. Nos dias de folga é quando correm mais riscos e são assassinados. Uma parcela expressiva da população, quando agredida ou assaltada, nem mesmo os chama: "não adianta nada".

Vítimas ou carrascos? Não existe uma resposta fácil e única. Essa insatisfação com a falta de segurança, que corrói a confiança do cidadão e do policial, é o melhor caldo de cultura para que o país acorde um dia, que pode não estar longe, com a democracia morta. Ou presidida por um apaixonado pela ideia de que todos vivamos armados e nos responsabilizemos pela nossa própria segurança. E quem não têm dinheiro para comprar sua arma ou pagar por um segurança que se defenda com estilingue? Uma sociedade violenta como a nossa, é realmente democrática? Só nos resta o medo. A esperança foi a primeira a levar um tiro.



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