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11/06/2017 08:30

Erros que nossas escolas persistem ensinando

Mário Sérgio Lorenzetto
Erros que nossas escolas persistem ensinando

Seguramente você encontrará em seus apontamentos alguns erros que as nossas escolas continuam ensinando. Todas esquecem que o conhecimento não é estático...

1. Os camaleões mudam de cor para camuflar-se. O correto é que as mudanças de cor desse simpático réptil é realizada para camuflar-se, para mostrar que está grávida, se a fêmea está receptiva para o sexo, se tem sono, se tem fome, se percebeu um inimigo ou uma presa e se o macho está chateado.
2. O arco-íris têm sete cores. O novo conceito de cor diz que diferentes saturações de branco e de negro, bem como de alguma obscuridade ou excesso de uma cor, dão a sensação de infinitas cores que percebemos com toda clareza. A cor não é apenas física, é também fisiológica e psicológica.
3. Cada zona da língua está associada a um gosto. As papilas para vários gostos se distribuem de forma homogênea em toda a língua. Não existe esse mito de que na ponta da língua sentimos gosto doce e, no fundo, o amargo.
4. O magma dos vulcões procede do centro da terra. Em verdade, o magma é rocha derretida de 80 a 200 quilômetros de profundidade. O centro da terra é muito, muito mais distante: fica a 6.000 quilômetros da superfície terrestre.
5. Os peixes respiram o oxigênio da água. Os professores continuam errando quando dizem que a água entra na boca dos peixes e é expulsa, quase sem oxigênio, por aberturas ao lado da faringe. O correto é dizer que o peixe não quebra as moléculas de H2O como ensinam e sim retiram o oxigênio de ar dissolvido ou suspenso na água. A diferença é extraordinária.

Erros que nossas escolas persistem ensinando

Economia Feminista é ensinada na Universidade de Valência

Muitas vezes o trabalho das mulheres é invisível e desvalorizado. Mas ele é um sustentáculos fundamental de nossas sociedades. De fato, no cálculo do PIB - a soma do conjunto de nossas riquezas - não se leva em conta que mais de 50% de nossa economia não é remunerada, é tocada por mulheres.

Esse novo entendimento do feminismo começou no Japão. No país do Sol nascente o governo deu fluidez a uma longa lista de possibilidades para as mulheres, as mais chamativas para os brasileiros foi a construção de creches para saldar o déficit de vagas que por lá existia e os estudos para computar esse trabalho feminino invisível.

Agora, é a vez da Espanha. A Universidade de Valência está recebendo dinheiro do governo para impulsionar políticas feministas que sejam sustentáveis. É uma forte tendência universal, conectar as capacidades das mulheres com um mundo que se nega a deixar de destruir o ambiente.

Erros que nossas escolas persistem ensinando

Depósito de mulheres, mas pode chamar de presídio

Durante muito tempo o maior "programa social" organizado pelo PCC era fornecer gêneros alimentícios e materiais de higiene para as mulheres encarceradas devido a seu total abandono pelas famílias.

Se as prisões são verdadeiros depósitos de gente, as prisões femininas são ainda mais desprezadas. E sua população vem crescendo vertiginosamente. Em 2014, o Brasil era o quinto país em numero de mulheres presas. Em 14 anos, o aumento foi de 567%, enquanto o encarceramento masculino, no mesmo período, aumento 220%.
Em geral, são levadas ao crime por namorados, maridos, irmãos e parentes. Muitas vezes quando um deles já está preso, para garantir o sustento da família. Não são poucos os casos de mulheres que jamais tiveram qualquer atitude criminosa, mas são flagradas ao tentar entrar com maconha na vagina no presídio onde está o marido ou namorado. Vale lembrar que não existe presídio sem maconha e celular. Eles explodem.

O que a sociedade ganha trancando essas mulheres das drogas na vagina por anos consecutivos? O que representa, no volume total do tráfico, a quantidade de maconha que cabe em uma vagina? Que futuro terão seus filhos?
A lealdade feminina não encontra reciprocidade entre os homens. A gratidão que eles juram a elas acaba no exato instante em que as moças cruzam os portões das cadeias, ainda que aliciadas por eles.

Mulheres recebem muito menos visitas que os homens, a prisão delas envergonha a família, a deles é "natural". Essa situação de abandono faz com que elas percam o contato com os filhos. Elas vivem mais distante periferia humana. A do total abandono.



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