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23/01/2019 07:15

Face impressa em 3D mostra a ineficiência

Mário Sérgio Lorenzetto
Face impressa em 3D mostra a ineficiência

Deputados brasileiros viajando para a China em busca do sistema de reconhecimento facial. Estão no mercado pelo menos cinco celulares que só serão desbloqueados com a face do proprietário. Os primeiros sistemas com reconhecimento facial para acesso ao trabalho estão sendo vendidos no mercado. Se supõe que esse sistema veio para proteger tua vida digital e até mesmo tua vida física, como auxiliar inteligência polícia. Mas nem sempre é assim. Ainda que muitos imaginem que é um sistema de segurança infalível - "não há ninguém que tenha face igual à minha" -, na verdade é que o sistema é tão vulnerável quanto qualquer outro sistema biométrico.

Face impressa em 3D mostra a ineficiência
Face impressa em 3D mostra a ineficiência

Um jornalista da Forbes prova à vulnerabilidade do reconhecimento facial.

Thomás Brewster, jornalista da Forbes, especializado em cibersegurança, encomendou uma cópia exata de sua face feita com tecnologia 3D. Cinquenta câmeras filmaram sua cabeça, de todos os ângulos, montaram uma imagem completa de seu rosto. Brewster testou cinco celulares com seu rosto impresso. Tentou desbloqueá-los. O resultado: LG G7 ThinQ, Samsung S9, Samsung Note 8 e o One Plus 6 não passaram no teste. Brewster invadiu os quatro celulares. Só o iPhone X continuou bloqueado e não se deixou enganar. Isso, porque a Apple havia realizado testes que segurasse seu sistema de reconhecimento facial usando máscaras feitas em Hollywood com alto grau de perfeição. A brecha de segurança ficou demonstrada e as empresas já a conheciam mesmo antes de colocar os aparelhos no mercado. O mais fácil de desbloquear foi, nesse teste, o One Plus 6, relata Brewster.

Face impressa em 3D mostra a ineficiência

A China já identifica seus cidadãos só pela forma de caminhar.

Depois de instalar o sistema de "rating" para avaliar se os habitantes são bons cidadãos ou não, a China volta a inovar. O Grande Irmão chinês segue avançando para o controle total de seus cidadãos. Foi o país pioneiro a usar o sistema de "rating"
entre seus habitantes, que é denominado de "Sistema de Credito Social". Serve para pontuar seus 1,3 bilhão de habitantes em uma escala para identificar quem é confiável e quem é "bandido".
Meses depois do rating, se conhece o passo seguinte dado pelos chineses: a nina pode identificar seus cidadãos pela sua forma de caminhar. Um avanço inimaginável para vigiar pessoas. A importância do novo sistema está na quantidade de pessoas que escondem o rosto, por exemplo, usando uma máscara durante um assalto. Só com a forma do corpo e o de caminhar, as autoridades chinesas já são capazes de identificar o indivíduo. Mas é importante frisar que a China é o país com maior quantidade de câmeras CCTV do mundo com alta definição, conta com mais de 170 milhões. Não são essas câmeras de segunda linha e obsoleta geração que vem sendo colocadas nas ruas brasileiras, são muito mais eficazes.



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