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Em Pauta

"Jovem, a culpa da covid é tua!" . A fadiga e a desmotivação

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 29/11/2020 07:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

A OMS acaba de publicar que, feitas as contas, a segunda onda da covid na Europa, matará mais que a primeira. O dado é assustador. Todos sabemos que por aqui morrerão muito mais que no Velho Continente. Mas de quem é a culpa? Políticos e jovens, ocupam as mentes de quase todos para responder essa indagação. Quanto aos políticos, nada mais há a argumentar. Perda de teclagem e de tempo. E os jovens? Suas festas são as grandes responsáveis pela transmissão da covid? Como conversar com eles? Além de culpá-los e tentar aterrorizá-los, algo foi feito?


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O sofá se converteu em tua trincheira.

A OMS avalia que uma das melhores campanhas de convencimento dos jovens foi feita na Alemanha. O tema era: o sofá se converteu em tua trincheira. Emprega o humor como mecanismo de conscientização. Também trabalhou com os influencers, para que amplificassem as mensagens e postou no Tik Tok, uma rede social usada fundamentalmente por jovens.


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Este vírus só será parado unidos.

Outra campanha direcionada para os jovens que vem recebendo elogios é a do governo espanhol. O tema é: "Este vírus só será parado unidos". É muito mais adequado porque responsabiliza todo mundo, sem culpar um grupo concreto.


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Por mim, você não será infectado.

Os especialistas em comunicação afirmam que as melhores campanhas são as positivas, aquelas que não imprimem terror. Garantem que as campanhas de saúde raramente dão resultados quando pensam a curto prazo. Só são eficazes com a repetição a médio e longo prazo. A ideia que deve ser direcionada é a do "eu e você". Por exemplo: "Por mim, você não será infectado".


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O decálogo da OMS.

Qualquer campanha feita agora deve levar em consideração que já estamos há muitos meses vivendo com restrições. Há um certo sentimento de saturação na população. A OMS denomina esse fenômeno de "fadiga pandêmica" e o define como uma "desmotivação emergente na hora de seguir as recomendações sanitárias". Isso levou a entidade a publicar um decálogo de ações para frear esse fenômeno e reforçar a motivação comum. Um deles consiste em: "apelar à população em vez de culpá-la, assustá-la ou ameaçá-la".

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