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Em Pauta

Não é só arroz, a cebola e o limão estão ardendo no olho

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 13/09/2020 07:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Porque os preços dos alimentos estão subindo na pandemia? Arroz, tomate, leite e óleo de soja tiveram alta no mês de agosto. Afeta principalmente as famílias de menor renda. Mas todos juntos fazem barulho nas redes sociais. Finalmente, algo aconteceu neste país que a todos uniu. A mesquinharia ideológica escafedeu-se das redes. Finalmente temos férias dessa gente chata. Todos reclamando dos preços dos alimentos.


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Roupa e educação em queda.

Em agosto, houve movimentos divergentes nas diferentes categorias de bens e serviços. Os preços de roupas , por exemplo, recuaram 0,78%. Os serviços ligados à educação caíram 3,47%. Já a área de transporte teve aumento de 0,82%, alavancados pelo aumento de combustível. Mas ninguém se interessa por esses movimentos, ainda que sejam determinantes. O que importa é a cesta básica, os alimentos.


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Alimentos aumentaram 0,78% em agosto.

Analisados no todo, o preço dos alimentos são ruins, mas não chegam perto de horripilantes. Somados, os alimentos aumentaram 0,78% em agosto. Mas alguns produtos dispararam, dando origem à gritaria, passaram a pesar muito no bolso do brasileiro. Os campeões são a cebola (50% de aumento) e o limão (42% de aumento). Estão ardendo no olho. Alho, batata, pepino e feijão tiveram queda considerável. Nos primeiros oito meses do ano, o arroz acumulou alta de 19%. O pacote de 5 quilos, que custava R$15, chegou a inacreditáveis R$40 em alguns Estados.


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Adiós ultra liberalismo, bem vindo desenvolvimentismo.

Mas o arroz, a cebola e o limão não estão sozinhos. A batata, o leite e a cenoura estão fazendo o prato ficar insustentável. A batata subiu 20% desde o início do ano. O leite e a cenoura acompanharam, com pequena diferença.
A pior notícia não é o arroz, a alimentação em casa subiu 6,1% nos oito meses de 2020. As explicações para cada aumento não são as mesmas para todos os produtos. Mas guardam algo em comum: ineficiência da CONAB para formação de estoques e a política de câmbio elevado, coordenada pelo ex-posto Ipiranga. Aquele que perdeu todo o combustível e só tem conversa fiada e pacote de batatinha velha pra vender. Esta é a boa notícia: o ultra liberalismo de Guedes está em coma. Bem vindo, desenvolvimentismo dos militares.

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