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07/05/2019 06:25

O cavalheirismo têm sentido em pleno século XXI?

Mário Sérgio Lorenzetto
O cavalheirismo têm sentido em pleno século XXI?

"Eu gosto daqueles que abrem a porta para mim e me enviam flores". Uma frase como esta, comum para muitas mulheres, criou uma onda de debates pelo mundo afora. Quem a proferiu foi a cantora Becky G, contando e cantando que gosta que a tratem como uma dama. Quer, definitivamente, um cavalheiro. Mas a cantora também afirma que esta cada vez mais difícil encontrar esse tipo de homem. Nos perdemos como civilização ou o cavalheirismo já não faz sentido?

O cavalheirismo têm sentido em pleno século XXI?

O surgimento do cavalheirismo.

Ao longo da história as mulheres sempre foram muito mal tratadas por seus maridos, pais e irmãos. Tratar bem uma mulher é uma atitude relativamente recente, surge durante o Período Medieval. Foi então quando, à força do romance, começou a aparecer no imaginário coletivo um soldado a cavalo, sempre nobre, guerreiro genial, religioso muito devoto e dedicado amante. Lancelot era o cavaleiro-cavalheiro de Genebra. Tristão era de Isolda.
Os cavalheiros atuais já não têm de demonstrar seu valor e nobreza com uma arma na mão, resta-lhes o galanteio e a sedução, o bom trato das mulheres.

O cavalheirismo têm sentido em pleno século XXI?

Abaixo o cavalheirismo!

O feminismo não aceita o cavalheirismo. A popularização das ideias feministas vem propondo, especialmente nos últimos anos, uma revisão na forma como nos tratamos. Isso cria conflitos, mesmo dentro das hostes feministas. Algumas delas entendem que o cavalheirismo facilita a vida e cria laços solidários, especialmente entre os desconhecidos que o praticam e recebem. Mas há aquelas que entendem o cavalheirismo como uma atitude de "duplo fio". Essa vertente mais radical do feminismo entende que o cavalheirismo é uma atitude que pode ser vista como paternalista e está relacionada com o que chamam de "sexismo benevolente", que mascararia a discriminação das mulheres com condutas de proteção e cuidados. Proteger e cuidar das mulheres seria, para esse grupo feminista, um tratamento de seres superiores para inferiores. Garantem que o cavalheirismo nada mais é que um disfarce de cortesia do machismo.

O cavalheirismo têm sentido em pleno século XXI?

A boa educação deveria ser a solução.

Em geral, a boa educação é fundamental. A cortesia têm o propósito de facilitar o tratamento entre as almas, uma pacífica convivência e uma boa relação. Talvez seja importante que o cavalheirismo seja suplantando pela amabilidade, atitude de respeito e cortesia para qualquer sexo. O extremismo feminista realmente defende as mulheres?



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