A caça era a segunda atividade lucrativa no Mato Grosso do Sul
Cervos e garças, corram, voem, os caçadores estão chegando! O Mato Grosso do Sul recebeu os primeiros paulistas e mineiros desejosos de três atividades: pecuária de vaca baixinha, diminutas “fábricas” de açúcar e cachaça, além da caça de cervos e garças.
Vales do Miranda e Ivinhema.
Cervos e garças superabundavam nos vales dos rios Miranda e Ivinhema. “Todas as qualidades de caça de pelo e de asas, inclusive os cervos e veados de características diferentes” eram abatidos pelos brancos que chegavam no nosso território. As rendas originárias da caça superavam as provenientes da indústria açucareira.
As peles e as penas.
Transportar pessoas, mercadorias e vencer os caminhos exigiam cavalos, mulas e bois adequadamente munidos dos materiais de montaria, garantindo um mercado crescente aos profissionais da caça. Enquanto a carne dos cervos era utilizada na alimentação, os caçadores transportavam para o comércio, por preços compensadores, centenas de peles para os pontos de artesanato transformador em petrechos de montaria - selas, arreios e tudo mais. Do lombo do cavalo dependia o homem que chegava ao MS, atravessando longas distâncias. Além dos cervos, as garças também foram alvo dos caçadores, já que as penas eram usadas na Europa para fabricação de chapéus femininos.
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