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20/08/2017 10:07

O terrorista do sapato. Terrorismo é barato e eficaz

Mário Sérgio Lorenzetto
O terrorista do sapato. Terrorismo é barato e eficaz

Quem criou o terrorismo foram os revolucionários franceses. O vocábulo "terrorismo" nasceu durante a Revolução Francesa entre 1793 e 1794. Mais precisamente na época conhecida como Reino do Terror, quando os jacobinos comandado por Maximilien Robespierre guilhotinaram 16.594 pessoas acusadas de conspiração, sem direito a defesa. Aterrorizaram o mundo. Desde essa época, terrorismo, passou a ser sinônimo do uso de violência para criar medo.

O terrorista do sapato. Terrorismo é barato e eficaz

A eficácia do terrorismo e o bilhete de loteria.

É eficaz porque inflige custo a todos, não apenas às vítimas diretas. Todos passam a temer um ataque futuro, embora esse receio seja extremamente exagerado. A probabilidade de um norte-americano morrer em um ataque terrorista é de 1 em 5 milhões. A possibilidade de esse mesmo norte-americano cometer suicídio é 575 vezes maior. A probabilidade de um brasileiro sofrer um ataque terrorista é muito próxima do zero. Mas, então, por que o terrorismo é eficaz? Um atentado terrorista é um diminuto ponto em um radar, sumindo tão rapidamente quanto surgiu. Mesmo assim, cria uma resposta emocional imensa.

As pesquisas mostram que nós humanos temos vários gatilhos de medo, gatilhos que nos deixam ficar com medo do que a própria ameaça merece. Um dos gatilhos diz respeito à ameaça ser aleatória. Nossa mente tem a tendência de assumir que seremos os próximos, mesmo que a probabilidade seja quase zero. É mesma tendência das pessoas comprarem bilhete de loteria, a frágil noção de que seremos o próximo sorteado em 100 milhões. Todo o poder e pontaria do terrorismo surge das imperfeições da mente humana e da forte tendência das pessoas tomarem decisões totalmente incorretas quando estão com medo. E passamos a ter medo até dos sapatos.

O terrorista do sapato. Terrorismo é barato e eficaz

O terrorista incompetente que abalou os sapatos.

O terrorismo também é eficaz porque é barato. Aliás, baratíssimo. Basta um maluco colocar uma diminuta bomba em um sapato e entrar em um avião. Já mandaram você retirar os sapatos quando entrava em uma avião? Essa fiscalização dos sapatos surgiu em 22 de dezembro de 2001. Em um voo de Paris a Miami, Richard Reide embarcou no avião com explosivos no sapato, que ficou conhecido como sapato-bomba. O explosivo não funcionou. Mesmo assim, impôs um ônus a quase todos passageiros de avião do mundo. Tudo pode virar uma bomba. Não há nenhuma mercadoria que não possa ser transformada em bomba. Mas, como tentaram usar um sapato-bomba, o medo dos sapatos se tornou norma planetária. Se algum terrorista colocar uma bomba em uma chupeta de bebê, todos passaremos a temer as chupetas. É muito barato colocar bomba em qualquer mercadoria. Só há uma regra que o terrorista cumpre: tem de atacar onde tenha público, onde sua ação tresloucada atinja uma forte audiência. Sem público, não há terrorismo. É um show de horrores.

Mas não se equivoquem, o terrorismo atual não é islâmico, é petrolífero. À prova dessa afirmação está na Jordânia. Um país no centro de todos os demais beligerantes onde não há um só terrorista. Na Jordânia não têm petróleo. Ou o raciocínio inverso. Onde há mais terroristas? Resposta simples: no Iraque e na Síria, dois países que têm embaixo de suas areias gigantescos barris de petróleo. O resto é jogada de propaganda dos terroristas e dos donos de empresas petrolíferas. Enquanto disputam o poder e a riqueza do petróleo, vão assassinando milhares de inocentes.



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