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Em Pauta

Pimenta: como os humanos se apaixonaram pela dor

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 02/06/2022 08:53
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

É um mistério do qual temos poucas respostas. Como os humanos foram se apaixonar por uma planta cujo consumo lhes dá uma dor intensa? Em alguns países, como a China e Tailândia, costumam colocar alguma coisa em um prato de pimenta. Pode ser uma verdura ou um pedacinho de carne, mas a base da alimentação é a pimenta.


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Quando comer era uma roleta russa.

No início da evolução, meter algo na boca era uma roleta russa que podia conduzir à felicidade ou à morte. Essa é a sorte, o destino de nossa espécie. Arriscar. Apostar em uma experiência temerária com uma promessa de obter vantagens ou grandes fracassos. Aventurar e superar os perigos das savanas e florestas, domesticar o fogo indomável, cruzar rios e mares em canoas que eram verdadeiras cascas de nozes......Mas a questão do risco continua.


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A ciência do risco.

Quem nos contou que o neurotransmissor neuronal chamado "anandamida", que contribui tanto à motivação e à tomada de decisões, nos trouxe até este ponto evolutivo? A Universidade de Stanford está afirmando que a atração por condutas de risco está associada a um pequeno grupo de neurônios que se encontram no núcleo accumbens do encéfalo. E diz mais. Afirma que assumir riscos suscita maior produção de dopamina. Isto é, dispara a satisfação, se assemelhando aos efeitos das drogas opiáceas.


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Pimenta: sem sabor, só dor.

Há algo que passa desapercebido quando mordemos uma pimenta: não percebemos o sabor, só recebemos as informações de dor. São os mesmos "nociceptores químicos" que respondem perante estímulos danosos. Quando comemos uma pimenta só percebemos uma florete queimação, ardor e inclusive dor. Somos todos masoquistas? Adoramos sentir dor? Não, logo depois da queimação obtida pela dentada na pimenta, o sistema nervoso central bloqueia esse sofrimento por meio da liberação de analgésicos como as "anandamidas", mais conhecidas como os elementos químicos da felicidade. Podem produzir, dependendo da quantidade, até alguma euforia. Eis uma parte dos segredos científicos da pimenta. Mas a questão se perpetua: quem foi o maluco que comeu a primeira pimenta e nos legou esse conhecimento? Onde surgiu o costume de comer algo que nos dá até dor?


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