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23/01/2017 06:55

Pós capitalismo. Lugar onde humanos valem quase nada

Mário Sérgio Lorenzetto
Pós capitalismo. Lugar onde humanos valem quase nada

O que virá logo a seguir? A crise exaustiva do capitalismo mostra o rumo de uma nova estruturação da sociedade. E ela parece coisa de loucos. Tudo indica que será uma sociedade marcada pelo "dataísmo". A nova religião dos dados, especialmente dos big datas e dos robôs. Um mundo de algoritmos. Não sabe o que é algoritmo? É uma sequencia de regras para resolver problemas, especialmente usada na programação informática.

Há uma clara e inequívoca nova ordem mundial. Há a intenção dos grandes conglomerados de reduzir a vida a processamentos de computadores. A uma série de algoritmos predizíveis. Sem necessidade de consciência alguma.

Um dos mais importantes corolários desse dataísmo é, que os humanos, considerados como indivíduos, perderão interesse e valor. Tanto para a economia como para os militares. Estarão a salvo uma pequena elite de humanos "melhorados", que conseguirão programar computadores e robôs. Ou que serão "centauros", metade humanos e metade máquina.

O dataísmo é compatível com a economia de mercado e com a alta tecnologia científica. Mas não com a democracia liberal. O homem passa a ser obsoleto como medida da economia, da política, da guerra ou das ciências, pois suas capacidades seriam superadas pelas máquinas, incrivelmente inteligentes, que já estão entre nós. Elas não tomarão de assalto o planeta vindo de outras constelações. Elas já estão em todos os cantos, até mesmo nas longínquas fazendas. Esse dataísmo ainda não tem líderes, apenas lucros.

A alternativa a esse mundo é ainda mais feroz. Os Trump, Le Pen, Beppe Grillo, Theresa May e Bolsonaro soam como gorilas tamborilando nas cavernas. Vivemos o dilema de um futuro insondável para a imensa maioria dos humanos contra a volta a um passado onde líderes espalhafatosos tentaram destruir a humanidade com protecionismos e nacionalismos, que sempre redundam em guerra.

Pós capitalismo. Lugar onde humanos valem quase nada
Pós capitalismo. Lugar onde humanos valem quase nada

"Pussy hat", o gorro cor de rosa contra Trump

Cate Blanchet colocou um em uma manifestação pacífica em N.York. Whoopie Goldberg colocou outro na televisão. Patti Smith não o tira da cabeça. Krysten Ritter, a protagonista de Jessica Jones, confeccionou o seu. Scarlett Johansson também o usa. Alguns homens, como Michael Moore também aderiram ao gorro cor de rosa. Centenas de milhares de mulheres teceram seus gorros para protestar contra Trump.

Foram nada menos de 616 manifestações em todos os cantos dos Estados Unidos. Levaram às ruas entre 200.000 e 800.000 pessoas. A maioria vestidas com os gorros cor de rosa. A ideia surgiu em novembro, quando Krista Suh e Jayna Zweiman, uma roteirista de comédias e uma arquiteta, que gostam de tecer em seus momentos livres, imaginaram as manifestações contra Trump, que muitos planejavam, se transformassem em um mar de gorros cor de rosa. A ideia era oferecer um visual que distinguisse os protestos. Ao mesmo tempo, contemplaria a todos que por motivos de saúde, financeiros ou de agenda deles não pudessem participar diretamente. Nascia um novo símbolo contra os novos mandatários autoritários.

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