Hesitação e tagarelice, o pouco que a ciência sabe sobre a mentira
Entramos no período eleitoral. Os candidatos são conhecidos como ótimos mentirosos. São bem treinados. Aprendemos a mentir quando crianças, entre 2 e 4 anos, e quando chegamos à idade adulta somos especialistas. Boa parte dos psicólogos acredita que a maioria das pessoas conta uma ou duas mentiras todos os dias, desde as inocentes, como “seu cabelo está lindo” até as “mentiras de verdade”, mais pesadas.
O primeiro detector de mentiras era chinês.
Há três mil anos, criaram um detector de mentiras na China. Enchiam a boca do suspeito de grãos de arroz e perguntavam se ele era culpado. Se ele fizesse que “não” com a cabeça, pediam que ele cuspisse o arroz. Se restasse algum grão na boca, diziam que a boca estava seca porque o suspeito estava nervoso e, portanto, era culpado. Claro que esse método era inútil. O suspeito podia ficar nervoso apenas por estar sendo inquirido.
O rabo do burro.
Bem mais interessante, foi o método criado pelos hindus. O suspeito era levado para uma sala totalmente escura e instruído a tatear até encontrar um burro e puxar seu rabo. Se ele estivesse mentindo, o burro mugiria, zurraria, ou qualquer que seja o som que o burro faz, era o que diziam para o suspeito. Mas não avisavam que o rabo estava sujo de fuligem. Então, quando o suspeito voltava e dizia que tinha puxado o rabo, era só verificar as mãos dele. Se estivessem limpas, era porque o suspeito estava com medo de o burro expor sua mentira e ele ia para a forca.
A última pesquisa para detectar mentira.
Cada pessoa tem uma forma única de mentir. Detectar mentira é extremamente complexo. Essas foram as premissas da Universidade Columbia Britânica para identificar mentiras. A pesquisa foi publicada na revista cientifica “Law & Human Behavior”. A conclusão a que chegaram foi a de que os mentirosos tendem a hesitar e tagarelar. Tender não é sinônimo de sempre. Eles consideram que há muito trabalho pela frente para detectar mentiras usando a ciência como parâmetro. Estão apenas engatinhando.Também afirmam que os atuais aparelhos de detecção de mentiras falham mais do que acertam.
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