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07/03/2019 07:33

Quem é mais forte? A batalha imunológica dos sexos

Mário Sérgio Lorenzetto
Quem é mais forte? A batalha imunológica dos sexos

Existe algo mais emocionante que uma boa batalha entre os dois sexos majoritários? Na cultura popular, isso geralmente se concentra em papéis sociais como emprego, direção de empresas... Mas há outra batalha dos sexos bem menos conhecida, uma guerra biológica travada pelo sistema imunológico do corpo. No caso da imunologia, quem é mais forte - homens ou mulheres?
A maioria das pessoas conhece alguém que tenha algum tipo de problema relacionado ao sistema imunológico, como alergias, enxaquecas ou doenças auto-imunes. As chances maiores são desse indivíduo ser do sexo feminino. As mulheres têm taxas muito mais elevadas de distúrbios imunológicos. Uma dessas doenças é a Síndrome do Intestino Irritável (SII), um distúrbio que causa dor abdominal significativa. Ela afeta de 10% a 15% da população. É quatro vezes mais comum em mulheres do que em homens.

Quem é mais forte? A batalha imunológica dos sexos

A pesquisa com mastócitos da Universidade de Michigan.

Visando entender os motivos dessa grande diferença entre as doenças imunológicas entre homens e mulheres, a Universidade de Michigan está realizando uma pesquisa com mastócitos, um tipo de glóbulo branco que faz parte do sistema imunológico. Esses cientistas descobriram que há diferenças fundamentais entre os mastócitos masculinos e femininos.

Quem é mais forte? A batalha imunológica dos sexos

A liberação de substâncias inflamatórias.

Quando ativados por estresse ou alérgenos (substâncias de origem natural, que podem induzir uma reação de hipersensibilidade), os mastócitos femininos liberam mais substâncias inflamatórias, que podem provocar uma resposta imune mais agressiva, como anafilaxia - uma reação alérgica grave - e a síndrome do intestino permeável - quando se abrem espaços entre as células intestinais.
Eles também descobriram que as substâncias mais liberadas pelos mastócitos femininos são as histaminas, serotoninas e proteases. Elas são responsáveis por vários sistemas de doenças incluindo congestão das vias aéreas, dor abdominal, enxaquecas, problemas digestivos e falta de ar.
Embora os mastócitos de homens e mulheres tenham os mesmos genes, seus níveis de atividade gênica diferem significativamente. De fato, os pesquisadores de Michigan, descobriram que mais de 4.000 genes eram mais ativos em mastócitos femininos em comparação com os masculinos. E isso é válido para as fêmeas em um amplo espectro de mamíferos.
Além disso, muitos dos genes altamente ativos nas mulheres produzem proteínas que estão envolvidas na fabricação e armazenamento de substâncias inflamatórias, como histamina e proteases. Essa diferença de armazenar e liberar mais histamina e proteases pode explicar por que os mastócitos femininos podem desencadear uma reação imune mais potente. Também indicam os motivos das mulheres serem mais vulneráveis a doenças imunológicas.

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