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Em Pauta

RNA, a molécula que pode resolver covid, câncer e doenças

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 30/11/2020 07:54
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Era 2011. Os cientistas descobriram como reescrever o genoma de qualquer ser vivo graças à edição genética CRISPR. Essa tecnologia revolucionária funciona só com o DNA. Supõe que ocorram mudanças permanentes no "livro da vida". Por isso, um número crescente de cientistas e laboratórios, buscam uma forma de editar o RNA, pois não implica esses riscos. Mas essa técnica ainda usa fralda. Todavia, suas aplicações são interessantíssimas: uma só mudança de letra do RNA, criou vacinas contra a covid, pode resolver o problema de alguns cânceres e doenças raras.


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A fragilidade do RNA.

O DNA pode sobreviver dias - talvez semanas - à temperatura ambiente. Em alguns casos, foi conservado por milhões de anos nos fósseis. O RNA é uma molécula extremamente versátil, em troca dessa versatilidade, é uma molécula efêmera que só está presente nas células por poucas horas, enquanto realiza sua função concreta. Se desintegra com muita facilidade, sobretudo pela ação de algumas proteínas específicas para acabar com qualquer RNA estranho. Por isso, as vacinas de DNA podem ficar na geladeira comum por muito tempo. Já as vacinas de RNA, não aguentam segundos, fora de temperaturas baixíssimas.


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Para as vacinas de RNA, as células de nosso corpo são os bioreatores.

Qualquer vacina é uma simulação de uma infecção. O objetivo de todas é provocar uma resposta do sistema imune ante um patógeno, sem deixar que este cause enfermidade. As vacinas da Moderna e da Pfizer, usam uma técnica diferente das convencionais, são de RNA. Todas as demais, usam vírus atenuados ("fracos", que não conseguem causar danos a teu corpo) ou desativados (não nos adoecem de jeito algum). As de RNA, são hight-tech, ultra modernas.


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Inglaterra promete vacinar dia 07 de dezembro.

Ainda não passaram pelo crivo da ciência, mas estão bem próximas de chegar a essa licença. A grande diferença é que as de RNA, usam as nossas células como bioreatores, "fábricas" de vacina. A da Pfizer, é ainda mais prometedora que a da Moderna, permite o uso de doses umas três vezes menor. O nosso maior drama é que dificilmente virão para o Brasil, são extremamente caras. Talvez os mais ricos já possam tomar a da Pfizer na próxima semana. A Inglaterra está prometendo que começará a aplicação em massa no dia 07 dezembro.


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Vacinas de RNA em desenvolvimento.

Não é só contra a covid que as vacinas de RNA estão sendo testadas. Há alguns anos, uma gama imensa de outras doenças vem recebendo testes.


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