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Em Pauta

Sangue nos EUA: um corpo cai, a democracia que se esvai

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 07/01/2021 07:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

O mundo assistiu. Os Estados Unidos também são bananeiros. Uma frágil democracia. Bastou um narcisista de televisão para trazer à tona as profundas e irreconciliáveis diferenças entre seus populares. Não se pode exercitar a ingenuidade, é apenas o começo. O ódio continuará avançando. A invasão do Capitólio deixou pelada a fraqueza da democracia.


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Uma mulher que cega pelo fanatismo.

Em suas últimas horas de vida, Ashli Babbitt se dedicou a fazer uma das atividades favoritas de Trump, seu líder: tuitar. Tal como ele, era compulsiva. Ela compartilhou dezenas de mensagens sobre os protestos que cercavam o Capitólio. Ela estava entre os centenas de fanáticos seguidores de Trump que invadiram o prédio, usando as armas e a força.

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Um corpo cai.

Sua vida se desenrolava nas redes sociais. Sua morte também. Era uma soldada das forças aéreas norte-americanas que, depois da baixa, cuidava de piscinas. Segundos depois de receber o tiro que a abateu, já circulavam vários vídeos com seus últimos segundos. Em um deles, se observa uma turba forçando a passagem por uma porta, até que um ruído seco os faz deter. Um corpo cai.

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Gravam e não acodem.

Babbitt está com o rosto cheio de sangue. Ali havia não só um celular, mas muitos. Outra das gravações mostra o que sucedeu naquela porta de vidro.



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A última gravação.

Na última gravação de Babbitt com vida, ela olha para cima. Pra o vazio. Parece que a respiração é cortada. Tem o pescoço cheio de sangue. De um lado, um grupo de policiais armados. Do outro, seguidores de Trump, todos com seus celulares voltados para a morte de Babbitt. Os dois grupos se metem em uma luta de gritos ensurdecedores. O último plano é de Babbitt iluminada pela lanterna de um celular. Para acudi-la? Não, apenas para filmá-la. A vida só importa para construir a narrativa do ódio, que vem transformando a democracia em um charco de sangue.

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