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25/05/2018 09:22

Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular

Mário Sérgio Lorenzetto
Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular

A revista científica Science trás uma invenção que revolucionará os exames médicos do aparelho digestivo. É um novo sensor bio-eletrônico, desenhado como uma cápsula que se pode engolir e que se comunica de forma inalâmbrica com um celular.
Uma equipe do MIT - Instituto Tecnológico de Massachusetts, nos EUA, criou o protótipo desse sensor que emprega células vivas para detectar bio-indicadores - moléculas que delatam a presença de uma enfermidade - no estômago e nos intestinos. O aparato descrito na revista, é uma cápsula aproximadamente cilíndrica de uns três centímetros que contêm bactérias transgênicas encerradas por uma membrana porosa. As bactérias foram modificadas por engenharia genética para produzir luz quando detectam "hemo", uma molécula do sangue. Essa luz ativa componentes eletrônicos que enviam a informação ao celular fora do corpo e em tempo real.
Por hora, os cientistas provaram, com êxito, o sistema em animais. As reações inflamatórias são próprias de várias enfermidades gastro-intestinais que requerem constante monitoramento, como a síndrome do intestino irritável, a enfermidade celíaca e a de Chron (doença séria da parte inferior do intestino delgado). Acreditam que cápsulas similares a que criaram poderão detectar inclusive câncer. Eles pretendem criar cápsulas menores que facilitem o uso clínico em humanos. Iniciaram os primeiros estudos para diminuir as cápsulas em 60%. O paciente poderá engolir o sensor para que seu médico avalie os níveis de vários bio-indicadores em seu trato digestivo, algo que no momento é impossível sem uma intervenção invasiva. A cápsula é expulsa do corpo com as fezes. Garantem que só se será comercializada quando apresente total segurança, uma vez que contêm elementos eletrônicos. Sonham em construir outras cápsulas para serem aplicadas em órgãos sólidos e no sistema circulatório.

Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular
Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular

Grafeno, o "material de Deus", poderá recuperar a fala e a visão.

Quando, em 2010, os físicos Andre Geim e Kostantin Novoselov receberam o Premio Nobel por "seus inovadores experimentos com o material bidimensional grafeno", houve quem batizou aquela substância composta por carbono puro agrupado em moléculas hexagonais como o "material de Deus". Ainda que sua existência fosse conhecida, a possibilidade de isolá-lo, que os físicos russos que trabalham na Universidade de Manchester, abria um campo de possibilidades que fez disparar imenso entusiasmo no meio científico. As propriedades do grafeno - melhor condutor que o silício, mais resistente que o aço e mais rápido e flexível que o alumínio - o converteram no material do século XXI. Há centenas de pesquisas com o grafeno, desde telefonia celular até a medicina. Suas possibilidades são tantas que a União Europeia investiu um bilhão de euros no projeto Graphene Flagship que representa uma nova forma de investigação conjunta e coordenada em uma escala sem precedentes. São 150 grupos de cientistas e industriais em 23 países, todos se comunicando diariamente.
O qualificativo de "material de Deus" é evidentemente exagerado, mas é certo que em mãos certas, pode fazer quase milagres. Uma das pesquisas mais avançadas dessas centenas de cientistas e industriais é a de desenvolver sensores que sejam capazes de detectar atividade elétrica em uma área ampla do cérebro para oferecer aos pacientes que tenham um problema muito acentuado na linguagem um canal de comunicação muito avançado. Muitos mudos voltarão a falar! Para aqueles que tenham perdido a fala devido a enfermidades neuronais como, por exemplo, a Esclerose Lateral Amiotrófica - ELA. Esse e outros muitos "milagres", como a recuperação da visão, serão realizados dentro de aproximadamente cinco anos. Há pesquisas já na fase de testes com animais.

Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular
Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular
Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular
Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular
Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular
Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular
Uma cápsula que vigia o aparelho digestivo no celular

Os fones fora do ouvido.

Ouviram falar em fones que emitem som excelente e devem ser colocados fora do ouvido? Essa é a última inovação desses aparelhinhos que entraram na moda para não mais sair. Esqueça a ideia que você só pode ouvir através dos ouvidos, os ossos da face são melhores condutores de som. Eles ficam posicionados entre as orelhas e as bochechas, como se fossem aquele óculos colocado atrás da cabeça. Dentro desse fone há microcircuitos eletrônicos que transformam as ondas sonoras que saem de celulares em vibrações, captadas pelos ossos do crânio. A promessa é de um som muito mais puro. A outra vantagem é que, ao mesmo tempo que ouve uma música, continuará a conversar ou a perceber a aproximação de um carro - e, é claro, não ser atropelado.
O interessante é que a primeira pessoa a descobrir que podemos ouvir através dos ossos da face foi nada menos que Ludwig van Beethoven. Quando o compositor ficou surdo encontrou uma maneira de continuar escutando música: encostava o maxilar em uma vareta presa a seu piano. Algumas de suas sinfonias mais famosas foram criadas dessa forma incrível.
Os modernos fones de condução óssea foram criados para o exército dos EUA. A ideia é a de ouvir ordens através dos fones especiais e, ao mesmo tempo, prestar atenção na existência de inimigos. Já estão sendo vendidos no Brasil e não custam nenhuma fortuna: entre R$240 e R$290.

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