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Finanças & Investimentos

Educação em foco VI - Como escolher a pós-graduação ideal

Por Por Emanuel Gutierrez Steffen (*) | 18/01/2017 08:25

Mestrado, doutorado, MBA, especializações. Opções não faltam para quem está pensando em fazer uma pós-graduação. Mas como saber qual opção é a mais indicada para a sua carreira? Segundo Rafael Souto, presidente da consultoria Produtive, é difícil se orientar com tantas opções de cursos e qualificações disponíveis no mercado.

“Existe um alto risco de você perder tempo ou se afastar da sua área de atuação”, afirma. Um ponto a ser considerado é que o mercado de trabalho tem valorizado profissionais com “perfil em T”, de acordo com Souto. Ter uma base “horizontal” de conhecimentos sobre todas as áreas de um negócio, mas também contar com uma única competência “vertical” ou especializada, é a fórmula mais desejada pelos empregadores.

A regra da complementaridade - Dentro dessa lógica, a pós-graduação ideal é justamente aquela que complementa a visão generalista do profissional com conhecimentos técnicos, ou vice-e-versa. “Imagine o caso de uma pessoa formada em um curso generalista como administração e que deseja atuar no mercado financeiro”, diz Souto.

O conselho dele seria reforçar a sua formação técnica com uma pós-graduação específica que se aprofunde em finanças – e não um curso voltado a gestão de forma ampla. A mesma ideia de complementaridade vale para um exemplo inverso. “Se você é graduado em economia e quer trabalhar com finanças, aí vale uma curso mais generalista, que dê uma visão geral sobre negócios”, explica Souto.

De olho no alvo - Acertar na escolha da pós-graduação também depende da clareza dos seus objetivos profissionais. “Se você quer trabalhar no meio acadêmico, mestrado e doutorado são as opções mais indicadas; se a sua ideia é ir para o mercado, então um MBA ou especialização fazem mais sentido”, afirma o especialista. É claro que não existem regras absolutas, pondera Souto. Uma pesquisa recente da Produtive identificou que as pós-graduações “stricto sensu”, como mestrado e doutorado, são mais raras entre os executivos e rendem salários mais altos. “Alguém que deseja atuar em uma empresa, e não na sala de aula, também pode optar por um mestrado, principalmente se o seu objeto de pesquisa tiver a ver com o seu dia a dia no trabalho”, explica Souto.

A hora certa - Outro ponto a ser avaliado é o momento adequado para cada etapa da sua formação. “É um tema polêmico, mas não aconselho ninguém a fazer um MBA ou um mestrado logo depois de se formar”, diz o especialista. Para ele, o profissional deve começar com uma especialização antes de partir para programas mais aprofundados. “Você precisa dar tempo ao tempo, para conseguir aplicar o que está aprendendo na pós, e também para checar o seu próprio interesse pela área”, diz o especialista.

Fonte: Exame.com
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(*) Emanuel Gutierrez Steffen é criador do portal www.mayel.com.br

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