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Prefeito de Angélica é condenado por escravizar funcionários

Aparecido Geraldo Rodrigues conhecido como “Boquinha” é prefeito de Angélica

Por Post Patrocinado | 10/05/2022 07:30
Prefeito Aparecido Geraldo Rodrigues durante solenidade oficial. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Angélica)
Prefeito Aparecido Geraldo Rodrigues durante solenidade oficial. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Angélica)

O prefeito de Angélica, Aparecido Geraldo Rodrigues, o “Boquinha”, é condenado por manter seis empregados como escravos em uma fazenda localizada em Juará (MT). O processo corre na Justiça Federal que, inclusive, está enfrentando problemas para localizar e intimar o chefe do administrativo municipal.

Em 2015, equipe formada por auditores fiscais do trabalho e policiais foram até a Fazenda Estrela, em Juara. Lá, constatou-se que Aparecido Geraldo Rodrigues, proprietário da área, e seu irmão, ambos na condição de empregadores, de forma livre e consciente, sujeitaram seis trabalhadores a situações subumanas e degradantes de trabalho.

O ataque à dignidade surpreendeu até os fiscais experientes nesse tipo de operação. A água para beber, por exemplo, provinha de um poço ao lado do antigo curral e era filtrada com um pano.

O grupo também informou que, frequentemente, enfrentava problemas na bomba e nas mangueiras d'água. Por isso, os trabalhadores tinham que tomar banho no córrego, perto de onde ficavam instalados. Já as necessidades fisiológicas eram realizadas no próprio pasto, segundo a denúncia.

No processo, consta que dois quartos eram divididos entre 6 pessoas, em alojamento coletivo e sem menor estrutura. Três funcionários tentavam repousar depois de exaustiva carga horária em camas improvisadas por eles mesmos, utilizando tábuas sobre tijolos. No outro quarto, dormiam mais dois, um deles sobre pedaços de papelão. O sexto tinha apenas uma rede disponível.

Não havia armários individuais e os pertences ficavam pendurados em arames ou amontoados nas camas e no chão. A distância entre as tábuas de madeira que serviam de parede fazia com que a casa estivesse sujeita à entrada de animais peçonhentos.

Sem energia elétrica na fazenda, toda a comida deveria ser consumida no mesmo dia. Foi observado ainda a precariedade no armazenamento dos alimentos. No dia da inspeção, havia apenas arroz e feijão para comer.

O banho e a lavagem de roupas dos empregados eram realizados num córrego próximo ao alojamento, a mesma consumida pelo gado, passando pelo pasto, e por urubus.

Por fim, também foram encontradas uma série de irregularidades trabalhistas. Foram lavrados 23 autos de infração em razão da situação de flagrante por lesão à dignidade humana.

Sumiço

Conforme recente movimentação no processo, Boquinha foi intimado a fornecer telefone e e-mail para que a Justiça possa intimá-lo a se defender das acusações em audiência, que está datada para julho de maneira online.

Ele foi advertido de que se não se defender, o Judiciário entenderá que ele não tem interesse de exercer o direito de ser interrogado ou estar presente em juízo, podendo ser considerado também a renúncia ao direito de produzir provas testemunhais no desenrolar da ação.

Além de ser “difícil” de ser encontrado, o prefeito de Angélica parece não se importar muito com o processo, já que sequer indicou advogado de defesa. O Poder Judiciário Federal nomeou o advogado Fernando Ferrari de Queiróz, inscrito na OAB/MT, como advogado dativo.

Esquema de Licitações 

O vice do Aparecido Geraldo Rodrigues " Boquinha ", Omir Rogério da Silva, o ‘Omir do João Bonito’, está envolvido com diversas irregularidades com a empresa COPERTRAN no qual é Presidente, com valores superfaturados.

Diárias Irregulares

Gilberto Riberto de Lemos no qual de acordo com o portal transparência já foi assessor de imprensa, horticultor e agora pedreiro, recebe diária direta do gabinete.



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