Dona de posto de combustíveis é alvo do Gaeco e filho acaba preso com arma
Engenheiro agrônomo foi levado para delegacia por posse ilegal de revólver que ganhou de "herança"

Filho de alvo da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o engenheiro agrônomo Martin Andreatta de Oliveira, de 47 anos, acabou preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. A arma foi encontrada na casa em São Gabriel do Oeste onde foram feitas buscas na manhã desta terça-feira (7).
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Conforme boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar prestavam apoio ao cumprimento do mandado expedido para a residência da empresária Clotilde Lizete Andreatta de Oliveira, na Rua Bahia, região central da cidade. Durante as buscas, os policiais encontraram uma arma de fogo, 8 munições calibre .380 da marca Aguila e um cartucho calibre 20 escondidos em um compartimento trancado de um guarda-roupa. Segundo o registro, foi necessário forçar a abertura do compartimento para acessar o material.
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No imóvel, a filha de Clotilde informou aos policiais que a arma pertencia ao avô materno da família e que, após a morte dele, passou para o irmão, Martin. Ela também afirmou que as munições eram de propriedade dele.
O armamento e as munições foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de São Gabriel do Oeste. A irmã também compareceu à unidade policial acompanhada do advogado Heitor Miranda Guimarães para prestar esclarecimentos.
Clotilde, alvo do Gaeco, é dona de posto e distribuidora de combustíveis na cidade. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um dos 43 mandados de busca e apreensão da Operação Gutenberg, que também cumpriu 16 mandados de prisão preventiva em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás.
A investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul apura um suposto esquema que teria movimentado mais de R$ 27 milhões em contratos públicos para aquisição de livros paradidáticos. Além de empresários, a operação tem como alvos servidores públicos e um ex-prefeito, por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e possível influência na regulação de consultas, exames, cirurgias e leitos da rede pública de saúde.

