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Direto das Ruas

Comércio amanhece sem fios de energia, furtados por ladrões no Centro

Crime afeta funcionamento de lojas, provoca interrupções de energia e gera prejuízos

Por Viviane Oliveira e Fernanda Palheta | 04/06/2026 10:46


Comércio amanhece sem fios de energia, furtados por ladrões no Centro
Parte da fiação elétrica furtada de loja localizada na esquina das ruas 14 de Julho e Maracaju, no Centro de Campo Grande (Foto: Direto das Ruas)

RESUMO

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Furtos de fiação elétrica afetam comerciantes do Centro de Campo Grande. Uma loja de lingerie na esquina das ruas 14 de Julho e Maracaju foi o alvo mais recente. Uma loja de tecidos próxima foi atingida duas vezes em 2025, ficando sem energia por meio período em cada ocorrência. Os crimes, que ocorrem durante a madrugada, prejudicam emissão de notas e serviços. Comerciantes reforçam proteção dos cabos com cadeados e soldagem.

O furto de fiação elétrica continua sendo um problema recorrente para comerciantes de Campo Grande. Desta vez, uma loja de fábrica de lingerie localizada na esquina das ruas 14 de Julho e Maracaju, na região central da Capital, foi alvo da ação criminosa. Nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, a reportagem esteve no local, mas o estabelecimento estava fechado e não foi possível obter informações sobre os prejuízos causados pelo crime. Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

O caso registrado na loja de lingerie se soma a uma série de furtos de fiação que vêm sendo registrados em diferentes regiões da cidade. O problema, recorrente na Capital, afeta também a sinalização semafórica, empresas e órgãos públicos.

Designer e funcionário de uma loja de tecidos na Rua 14 de Julho, William Azevedo dos Santos Borges, de 39 anos, relata que o comércio onde trabalha foi alvo do mesmo crime duas vezes neste ano, entre abril e maio, com intervalo de cerca de 40 dias entre os episódios. "Chegamos para trabalhar e estávamos sem energia. Nas duas vezes, a loja ficou pelo menos metade do dia sem funcionar normalmente", contou.

Segundo ele, a falta de energia compromete diversas atividades da empresa, desde a emissão de notas fiscais até a realização de serviços oferecidos aos clientes. "Temos um serviço de personalização a laser. Os clientes conseguem entrar na loja e escolher os tecidos, mas sem energia não conseguimos fazer o trabalho personalizado", explicou.

Além dos furtos consumados, comerciantes também enfrentam tentativas de invasão. William mostrou uma caixa de passagem de fios que está sem a porta de proteção. De acordo com ele, a estrutura foi danificada recentemente durante uma tentativa de furto. Para reduzir os riscos, muitos empresários passaram a reforçar a segurança dos compartimentos onde ficam os cabos elétricos, instalando cadeados ou soldando as tampas.

O comerciante Moacir Pereira Lima, de 89 anos, proprietário de uma loja de aviamentos na região, afirma que ainda não foi vítima desse tipo de crime, mas acompanha frequentemente relatos de estabelecimentos vizinhos. "É algo recorrente. Sempre ouvimos falar de comerciantes que tiveram esse problema", afirmou.

Na avaliação dele, os furtos costumam ocorrer durante a madrugada. "Tem policiamento na região, mas os furtos acontecem de madrugada. É um problema que acaba fazendo parte de uma cidade grande", comentou.

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