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Direto das Ruas

Paciente espera há 6 meses por cirurgia renal, sem previsão de atendimento

Além de aguardar cirurgia, paciente diz que tenta há três meses, trocar cateter colocado para evitar crises

Karine Alencar | 09/09/2022 14:58
Fachada da Sesau, Secretaria de Saúde responsável por comandar as regulações de cirurgias na Capital (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Fachada da Sesau, Secretaria de Saúde responsável por comandar as regulações de cirurgias na Capital (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Eduardo Neves Martins, de 42 anos, aguarda há seis meses para fazer uma cirurgia renal pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Campo Grande. Na fila de regulação enquanto sofre com dores constantes sem conseguir trabalhar, a esposa decidiu procurar o Campo Grande News através do Direto das Ruas para relatar o caso.

Conforme laudo médico encaminhado pela dona de casa Marcela Siqueira, de 42 anos, a solicitação feita pelo médico do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, ainda em abril, pede que ele seja encaminhado à Santa Casa de Campo Grande ou ao Hospital Universitário, já que a unidade não contava com materiais para o procedimento, relatando ainda, que o paciente já havia recebido um cateter, colocado para diminuir as crises.

"De início, como não dava para fazer a cirurgia, foi colocado um cateter, que também já passou da hora de ser trocado, já que passou de três meses e além disso, também pedimos a retirada porque estamos com medo de uma infecção", pontua.

Marcela conta que o esposo nem se quer consegue segurar a urina, devido à inflamação ocasionada pela pedra no rim. "Ele está inchado, a urina só sai marrom, sente muita dor para urinar, faz até na roupa. Ele não consegue trabalhar direito e é o único provedor da casa", disse.

Hoje, ao procurar atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), o paciente recebeu receita com medicamentos para dor e foi encaminhado para casa novamente.

"A médica simplesmente medicou ele e o mandou embora. Acho que o certo é encaminhar o paciente para o hospital, porque ele sente muita dor. A gente vê ele assim e não tem o que fazer, não temos a mínima condição de arcar com essa cirurgia, só temos a renda dele e três filhos para criar, é uma situação muito difícil. Tudo que eu podia fazer eu já fiz", lamenta.

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) e em nota, a secretaria disse apesar da demora, está em busca de ampliar o serviço de cirurgias na Capital.

"O pedido do paciente para realização do procedimento entrou na regulação no dia 8 de abril. No momento está aguardando a disponibilidade para atendimento. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) está em contato com todos os prestadores de serviço e hospitais conveniados na tentativa de ampliar a oferta de atendimento aos pacientes. Em relação a troca do cateter, a orientação é para que o paciente procure diretamente o Hospital Regional onde ele faz o acompanhamento", disse o texto.

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