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Direto das Ruas

Pela 3ª vez, Leuza sai para trabalhar e tem casa invadida por ladrões

Novamente, ladrões invadiram a casa, arrombaram portas e levaram TV de 52 polegadas, tênis e porta-joias

Por Alana Portela | 18/03/2021 09:58
Armário onde ficava a televisão que foi roubada da casa. (Foto: Arquivo pessoal)
Armário onde ficava a televisão que foi roubada da casa. (Foto: Arquivo pessoal)

Pela terceira vez, a doméstica Leuza Ramona de Arruda sai para trabalhar e tem casa invadida por ladrões na região do São Conrado, em Campo Grande. O último furto aconteceu ontem (17), quando levaram sua televisão de 52 polegadas.

“Levei quase um ano para terminar de pagar, costumava assistir nos finais de semana porque é quando fico mais sozinha em casa. Era meu passatempo”, conta.

Revoltada com os roubos recorrentes em sua casa, ela resolveu relatar a situação no Direto das Ruas, por onde reclama da falta de segurança e fala do sentimento de impotência. “Me sinto impotente. Trabalho tanto, demoro uma vida toda para comprar as coisas, fico anos pagando para ter um conforto e eles roubam. Fico indignada com isso”, desabafa Leuza.

Estrado causado na porta após o arrombamento e as gavetas do guarda-roupas no chão do quarto. (Foto: Arquivo pessoal)
Estrado causado na porta após o arrombamento e as gavetas do guarda-roupas no chão do quarto. (Foto: Arquivo pessoal)

Há quase 20 anos morando no mesmo bairro, ela relata o drama de viver numa região onde não pode dar bobeira. Leuza conta que saiu para trabalhar por volta das 5h40 da manhã de ontem e duas horas depois seu filho, que também mora na casa, trancou tudo e foi para o serviço.

No muro de quase três metros de altura, Leuza diz que até colocou concertina, cerca com lâminas cortantes, por questão de segurança, mas nem isso tem funcionado.

“Tenho concertina nos muros, mas devem ter pulado, não sei como. Quando meu filho voltou para almoçar em casa, encontrou o portão fechado normal, mas a porta da sala estava arrombada”.

Ao ver a porta da frente aberta, o filho de Leuza até achou que fosse a mãe que tivesse chegado mais cedo, contudo, logo percebeu que não era exatamente isso.

“Ele entrou viu que a nossa televisão não estava mais lá. Viu que as portas dos dois quartos tinham sido arrombadas e me ligou contando. Minha patroa pediu um carro, que me levou pra casa”.

Quando chegou no local, a decepção veio à tona e dobrou o sentimento de impotência por já ter sido roubada outras vezes. “É triste, sempre batalho para conseguir e eles vem e levam”, lamenta.

As portas do guar-roupas foram abertas e as roupas reviradas. (Foto: Arquivo pessoal)
As portas do guar-roupas foram abertas e as roupas reviradas. (Foto: Arquivo pessoal)

“Dessa vez levaram também um tênis novo que nem tinha pagado ainda e minhas joias”, diz. Os acessórios estavam dentro de um porta-joias que foi levado, contudo, apesar dos objetivos não terem valor monetário, possui valor afetivo. “Era de recordação”, comenta Leuza.

Em conversa com vizinhos, ela descobriu que na manhã de ontem, um carro azul estava parado na frente da sua residência. “Soube que tinham duas pessoas no carro”.

Outros – Há dois anos, Leuza relata que dois ladrões tentaram furtar a casa porém, ao verem seu filho no quarto, saíram correndo.

“Na época, eram dois rapazes também. Arrombaram o cadeado que estava no portão, um entrou e o outro ficou cuidando. Quando o ladrão abriu a porta do quarto, meu filho acordou e o viu. Nisso eles saíram correndo”, recorda.

Outra situação aconteceu há cinco anos, quando Leuza deixou duas cadeiras de fio na varanda da residência e foi trabalhar. “Levaram as cadeiras que deixei na varanda”, lembra. “Tô indignada”, completa a moradora revoltada com os roubos em sua casa.

Agora a família se une para consertar os prejuízos deixados pelos ladrões e também para comprarem uma nova televisão, para que nessa época de pandemia e isolamento social, Leuza tenha algum tipo de entretenimento em casa.

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