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Direto das Ruas

Plantas aquáticas fecham canal no Pantanal e afetam ribeirinhos

Segundo a comunidade, o problema persiste desde 2020 e tem causado prejuízos econômicos às pousadas na região

Por Judson Marinho | 04/03/2026 18:17
Plantas aquáticas fecham canal no Pantanal e afetam ribeirinhos
Área do canal Corixo Gonçalinho com diversos camalotes (plantas aquaticas) que impossibilitam a navegação (Foto: Direto das Ruas)

Ribeirinhos, donos de pousadas, ranchos de pesca e trabalhadores da região denunciam o abandono do Corixo Gonçalinho, braço do Rio Paraguai, no Pantanal, que está com a navegação praticamente impossibilitada devido ao excesso de camalotes.

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Moradores e empresários da região do Corixo Gonçalinho, braço do rio Paraguai no Pantanal, relatam o abandono do canal, que está obstruído por camalotes desde 2020. A navegação, essencial para transporte, turismo e sustento local, está praticamente inviável, causando prejuízos econômicos e isolamento das famílias. A comunidade acusa o DNIT de negligência e aguarda ações para desobstruir o canal.A situação afeta pousadas, ranchos de pesca e propriedades rurais, que dependem do acesso pelo rio. Empresários afirmam que tentativas de limpeza independente resultaram em problemas de saúde devido à água parada. Um processo no Ministério Público Federal está em andamento, mas a população cobra soluções imediatas para retomar as atividades econômicas e garantir o direito de locomoção.

Segundo a comunidade, o problema persiste desde 2020 e tem causado prejuízos econômicos e isolamento das famílias que dependem do canal.

O Corixo Gonçalinho sempre foi rota essencial para transporte, acesso às propriedades e escoamento da atividade turística. Hoje, porém, moradores afirmam que o canal está fechado. “Do jeito que está, não dá. Barco não navega. Os camalotes fecharam tudo. Precisamos do canal aberto para trabalhar e viver”, relatam empresários e ribeirinhos.

De acordo com informações da comunidade, a situação já foi considerada abandono, com aplicação de multa por órgão ambiental devido à falta de manutenção.

Há também, de acordo com os moradores da região, um processo em andamento no Ministério Público Federal sobre o problema. A comunidade aguarda providências do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), apontado como responsável pela manutenção do canal.

Prejuízos ao turismo - Localizada na BR-262, km 708, próximo ao antigo pedágio da ponte do Rio Paraguai, a região concentra pousadas, hotéis, ranchos de pesca e propriedades rurais que dependem diretamente da navegação.

A empresária Cintia Botiglieiri, 39 anos, da pousada Sonho Meu, afirma que o empreendimento está sem conseguir operar normalmente desde 2020.

“São seis anos, não são seis meses nem seis dias. O corixo não vê limpeza há seis anos, está totalmente abandonado e tapado pelos camalotes. A pesca já foi liberada, mas como vamos trabalhar se não conseguimos navegar?”, questiona.

Segundo ela, no ano passado moradores tentaram realizar a limpeza por conta própria, mas enfrentaram problemas de saúde. “Todo mundo pegou doença de pele por causa da água parada. Estamos sem poder trabalhar no momento”, relata.

Os moradores reforçam que o Corixo Gonçalinho é mais que um canal de passagem: é a principal via de acesso e sustento da região. Sem a limpeza, pousadas deixam de receber turistas, ranchos de pesca ficam inoperantes e ribeirinhos enfrentam dificuldades para se deslocar.

A comunidade solicita que o DNIT realize com urgência a limpeza e manutenção do canal, garantindo o direito de ir e vir, a continuidade das atividades turísticas e a preservação da economia local.

“Somos geradores de emprego e há seis anos enfrentamos essa dificuldade. Cada ano que passa fica mais difícil”, afirma Cintia.

Até o momento, os moradores aguardam resposta oficial sobre quando será realizada a desobstrução do canal.

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