Polícia usa gás e spray para dispersar público na 14
Ação avançou pela Antônio Maria Coelho e alcançou clientes que deixavam bares perto da meia-noite
Policiais usaram bombas de gás e spray de pimenta para dispersar o público que estava na Rua 14 de Julho e na Antônio Maria Coelho, no Centro de Campo Grande, pouco antes da meia-noite desta sexta-feira (14). Vídeo publicado nas redes sociais registra parte da ação.
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Segundo relatos ouvidos pela reportagem de pessoas que estavam na região, parte do público correu da 14 de Julho em direção à Antônio Maria Coelho e entrou em bares próximos. Um dos estabelecimentos era o Vizú, onde a música havia sido desligada pouco antes da meia-noite e clientes já se preparavam para deixar o local.
Um casal que aparece nas imagens contou que saiu do bar e caminhou pela Antônio Maria Coelho enquanto aguardava um carro por aplicativo. Segundo o homem, policiais entraram na via vindos da 14 de Julho, seguiram em direção ao Centro e depois retornaram no sentido contrário. Foi nesse segundo deslocamento que alcançaram o casal próximo a um semáforo.
“Estávamos indo embora, aguardando um carro de aplicativo, e já começaram a jogar bombas de efeito moral e spray de pimenta em todo mundo. Acabou a música do bar e as pessoas já começaram a entender que era para ir embora. Fomos subindo a Rua Antônio Maria e paramos no semáforo para não sermos atropelados”, relatou.
O homem afirma que a esposa foi segurada pela roupa antes de receber o produto no rosto. “Eu a estava protegendo. Ele a agarrou pela camisa dela, enfiou o spray por baixo dela e jogou no rosto. Falei para ela fechar o olho na hora”, disse. A mulher ficou com um hematoma e uma pequena lesão no braço, conforme imagem enviada à reportagem.
Outra testemunha afirmou que a dispersão ocorreu de forma repentina. “Chegaram simplesmente lançando bomba de gás e spray nas pessoas sem motivo algum. Foi ridículo o que aconteceu”, disse.
Uma mulher relatou que o filho, de 20 anos, permaneceu dentro de um bar enquanto a movimentação ocorria do lado de fora. Segundo ela, o estabelecimento manteve os clientes abrigados até a situação se acalmar.
“Meu filho chegou em casa me contando. Disse que tiveram que esperar em um bar, ninguém saía, ninguém entrava até acalmar. Ainda bem que o dono do local conseguiu proteger os clientes”, afirmou. “Assim não vai dar mais para frequentar. Acredito que estão marginalizando os frequentadores”.
O outro lado - O Campo Grande News procurou a PM (Polícia Militar) para saber o que motivou a dispersão, quais equipes participaram da ação e em quais circunstâncias foram usados os agentes químicos. A reportagem aguarda resposta e atualizará o texto assim que houver manifestação.


