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Campo Grande, Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

02/06/2017 11:30

Agricultores serão capacitados para aumentar produção de hortaliças

Priscilla Peres e Yarima Mecchi
Ideia é expandir a produção já existente. (Foto: Marcos Ermínio)Ideia é expandir a produção já existente. (Foto: Marcos Ermínio)

Campo Grande produz apenas 4% dos hortifrutis que consome e para mudar isso, foi lançado hoje o programa Rota do Sabor, que vai capacitar pequenos produtores da região da Chácara das Mansões na tentativa de que as hortaliças cheguem até a mesa do consumidor.

A região escolhida será piloto do projeto e dos 25 produtores locais foram escolhidos 16, que estão na ativa, para receber a capacitação. Os órgãos parceiros vão fornecer cursos sobre a produção e a época do ano, como cuidar das finanças, como investir, entre outros.

A ideia é fazer uma cadeia de produção e venda, que reúna a associação de moradores, associação comercial e universidade Uniderp. Djalma Pereira, associação de moradores da região, afirma que há tempos não tem nada de incentivo para os produtores da região.

O secretário municipal de Desenvolvimento, Luis Fernando Buainain, explica que 30% da merenda escolar deve ser fruto da agricultura familiar, mas a Capital só cumpre essa cota porque compra de municípios proximos, já que a produção municipal não supre a demanda.

"Campo Grande tem os quatro pilares necessários, que são solo, luz, água (169 hidrobacias) e mão de obra. Esses produtores serão treinados do começo até o desenvolvimento e a venda na Ceasa", explicou o secretário.

Produtores se reuniram nesta manhã (Foto: Marcos Ermínio)Produtores se reuniram nesta manhã (Foto: Marcos Ermínio)

Ele ainda deu o exemplo da batata doce, cuja a caixa com 25g é vendida por R$ 39,40 na Ceasa, onde são comercializados por ano 11 mil toneladas, mas apenas 187 toneladas são produzidas em Campo Grande. Com isso, há um êxodo do PIB de R$ 16,9 milhões.

Empolgados com a ideia, produtores da região afirmam que irão concluir os cursos e querem expandir. É o caso de Maurício Akamine, 63 anos e mora há 35 na região. Ele tem uma chácara de 10 hectares, mas só planta hortaliças em três deles.

Ele afirma que pretende dobrar a produção após os cursos e com isso, gerar mais emprego e renda. Maurício tem rendimento bruto por mês é de R$ 12 mil, mas gasta mais da metade só para manter, além das despesas pessoais. Mas conta que foi com o local que criou os 5 filhos e 13 netos.

Já Evandro Mendes, 25, planta mandioca e produz geleia de mocotó. "Vai ser muito bom vai participar ate para ter certificação da geleia", conta ele que atualmente não consegue vender em mercados e nem gerar nota.

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